La Grange du Bouys

WWOOF: Um projeto de vida

WWOOF!  Oportunidades Mundiais em Agricultura Biológica é uma rede de trabalho voluntário em fazendas ecológicas. É o modo de lutar contra a contaminação alimentar  com o jeitinho da paz, sem guerra.

A partir daqui vou começar a dividir com vocês as férias mais fantásticas que desfrutei até agora. WWOOF:Um projeto de vida.

Deveria estar escrevendo esse post assim que cheguei ao projeto, mas infelizmente não foi possível. A velocidade com que as coisas acontecem aqui, faz com que você queira escrever o tempo todo. Mas não dá para fazer tudo ao mesmo tempo. Se você se entrega à inspiração de contar a experiência, acaba perdendo momentos que você realmente não quer perder.

Início

Então vamos pelo começo: saí de Madrid no primeiro dia de setembro, às 13:30  rumo a Beziers, na França, para começar as minhas férias. Férias realmente não é, porque me meti num programa de intercâmbio para aprender técnicas de agricultura ecológica, justamente numa vinícola com esse objetivo, para ver como é o processo do vinho ecológico.

Durante meses pensei nesse projeto e muita gente tentou me dissuadir dos meus planos, falando que a vida no campo era super complicada e que ia morrer fazendo esse tipo de trabalho. Nada e ninguém conseguiu mudar o meu projeto.

Estava realmente animada com o tema e mesmo escutando as mais diversas opiniões, fiz minha cabeça e fui adiante com o projeto WWOOF; agora que estou aqui posso dizer com toda certeza que essa é uma das melhores coisas que fiz na minha vida.

No trem sentei ao lado de um senhor argentino que estava a caminho de Montepellier para investigar sobre a sociedade do campo. Era engenheiro agrônomo que dava aula na Universidad de la Plata. Ele e a sua mulher conheciam o Brasil super bem e me contavam sobre suas andanças no meu país natal.

Amizade

Depois de 30 minutos de papo, já conversávamos como se fossemos amigos da vida toda. Tive a certeza disso quando ele, no meio do trem, preparou um chimarrão pra gente ir conversando. Minhas férias apenas começavam e já estava desfrutando de cada segundo.

Cheguei em Bezier às 7:20 para encontrar a Florence, uma das proprietárias da vinícola junto com o seu marido Stephane. Foi minha primeira interação em francês e me surpreendi no muito que entendia quando ela falava.

Me disse que tínhamos que esperar ate às 20:30 porque também estava a caminho uma japonesa que vinha direto do Japão para participar do projeto WWOOF. Tudo parecia genial. Florence é um encanto e tudo que contava parecia mais e mais encantador.

Ela me avisou que antes de ir a Vinícola que íamos a essa cidadezinha chamada Pezenes, que todas as sextas-feiras durante o verão tem esse feira do vinho em que os produtores locais montam stands no centro da cidade para mostrar o seu produto e dar chance aos locais de conhecerem melhor o seu vinho.

Degustação

Eu estava alucinando: estava na França, de férias e começando todo meu projeto com uma degustação de vinhos!

Ali conheci a os outros WWOOFers do programa: uma casal de americanos, uma norueguesa e um alemão. Todos vivendo na mesma casa e super motivados com tudo o que eles estavam aprendendo aqui. É incrível ver como todo um mundo se abre diante dos seus olhos: de repente todo seu entorno fala a mesma língua que você… todos amam o vinho, todos estão aqui porque têm inquietude que a vida profissional e pessoal não pode sanar,todos estavam aqui buscando não só aprender um ofício a mais, mas sim de viver uma experiência.

IMG-20170908-WA0011
Vista do meu quarto
 Todos queriam novos horizontes

Os casal de americanos trabalhava com marketing em Paris e também deixara o trabalho para se aventurar em algo novo: o alemão pediu um break do seu doutorado e veio de carro à França parando nas diversas fazendas e trabalhando como woofer – era a segunda vez que ele estava nessa Adega; a norueguesa veio aqui para aprender francês e encontrou no projeto um meio barato para aprender a língua; e a japonesa veio fugindo da Austrália, onde viveu por 18 anos, buscando uma mudança radical de vida.

Todos com passados diferentes, todos com historias diferentes, mas todos com as mesmas inquietudes em um gosto em comum: o vinho, a agricultura, o terroir.

Tudo era tao perfeito que já estava satisfeita de conhecer esse gente tão maravilhosa na minha frente. Quando as coisas não precisavam melhorar, a verdade é que superou todas as expectativas. Chegamos a Vinicola meia-noite, e Florence apresentou a casa que eles tinham separadas para os WWOFers.

Nossa Morada

IMG-20170908-WA0009

Era uma casa de sonhos, como essas casas francesas típicas da Provence que vemos nos filmes, com cinco quartos, decoração rústica francesa com toques ‘clean’, uma cozinha com tudo que você pode imaginar, jardim com mesas pra comer fora, horta com verduras, frutas e legumes.

IMG-20170908-WA0006

Florence se preocupa em comprar comida BIO para todos nós e deixa um carro a nossa disposição para irmos à cidade mais próxima quando é preciso, ou ir à praia ou onde a gente quiser. Isso é surreal. Se as pessoas conhecessem esse tipo de vida quem sabe as multinacionais estavam falidas porque aqui se reúne a “cremme de la cremme” (máximo, o super, do melhor) do mercado laboral: gente com, realmente, vontade de trabalhar e paixão pelo que faz.

IMG-20170908-WA0010

Esse é apenas meu primeiro dia, mas hoje tenho completa certeza de que isso vai ser uma experiência para ser recordada muitos anos da minha vida.

IMG-20170908-WA0012

meu quarto
meu quarto

Todas essas pessoas estão trabalhando poucas horas por dias em troca de casa e comida… quando você vê tudo isso que Florence e Stephane construíram, você realmente começa a colocar o dinheiro em segundo plano de tudo.

Não que ele não seja importante, mas como dizia Victor Hugo, devemos lembrar quem é o dono de quem.

Florence e Stephane são um casal que antes trabalhavam no setor bancário por anos, e viveram em vários países diferentes. Um dia se cansaram do que faziam e decidiram se dedicar de corpo e alma ao mundo do vinho. Tomaram o negócio tão a sério que Stephane foi fazer um master na Borgonha, onde procedem os melhores vinhos do mundo, para aprender toda a técnica do começo ao fim.

La Grange du Bouys

La Grange du Bouys é o resultado do seu trabalho dedicado e do amor que colocaram nesse lugar. Todos os cantos da Adega emanam amor e isso é o mais maravilhoso de ver. São pessoas extremamente dadas às relações interpessoais e capazes de fazer amigos com o olhar.

Essa paz e amor pelas vinhas, pelas parreiras é o que eu busquei nesse projeto. E apesar das minhas altas expectativas, posso ver que desde o momento que vi Florence na estação de trem de Bezier que não ia me arrepender nenhum minuto do que eu estou fazendo.

IMG-20170908-WA0013

Muitos aqui já estão desde a semana passada; Reiko, Alex e eu acabamos de chegar e não vemos a hora de começar com o trabalho. Tudo é aprendizado e tudo parece ser tão fascinante que é capaz que eu não volte mais!

Aqui começa uma nova história de todos nós. E nosso esforço ajudará a continuar com a historia que Florence e Stephane estão construindo. Começamos já!

Era uma vez…

IMG_4442

Azul e ocre se fundem na histórica Dubrovnik

A fama de Dubrovnik, na Croácia, não é de hoje. Sua beleza é inquestionável. Ocre e azul turquesa são os que mais chamam a atenção quando a cidade é vista do alto.

IMG_4465

Reserve a metade do dia para fazer o percurso da Muralha que circunda a cidade velha e verá um espetáculo de cores. São quase dois quilômetros de paisagem única. O contraste entre o azul turquesa do mar Adriático e a cor ocre dos telhados da medieval cidade croata é um deleite para os olhos. É se dar conta que o universo é pródigo na graduação dos tons.

IMG_4801

Se conseguir ver o por do sol o presente será maior!

Não é à toa que ficou conhecida como a “Pérola do Adriático” . Na antiguidade fazia parte das Republicas Marinhas da Itália – Venezia, Pisa, Genova e Amalfi e a quinta Ragusa. Depois da segunda guerra, 1945, Ragusa foi apagada da história italiana.

IMG_4378

A cidade é roteiro preferido dos europeus em férias. É vai-e-vem de gente no verão, na da cidade velha, a mais indicada para se instalar para quem gosta de história, nas suas ruas de pedras brilhantes, lúcidas.

É uma sensação deliciosa!

IMG_4390

O fascínio da antiga Ragusa, fundada em 634 d.C está na mistura do Ocidente com o Oriente, tal como Veneza, em outro estilo. Dessa vez com um toque eslavo.

“A extrema ponta da costa croata, por anos foi hábil, não somente no desenvolvimento comercial da área balcanica, transformando-se num ponto de referência para as trocas entre Ocidente e Oriente, mas também para manter a própria autonomia política, graças a ótimos dotes diplomáticos primeiro com Veneza, depois com os poderes húngaros, em seguida com o otomano, consegue por séculos ter um papel estratégico no Mediterrâneo.  O fim da gloriosa República chegou em 1814 sobre a administração, da casa de Habsburgo, mas permanece a prosperidade econômica legada aos comerciantes que no início do século 20 foi para o ramo do turismo”. fonte:ritaglidiviaggio

IMG_4344

Para se ter uma ideia da glória citada acima, basta visitar o Museu Histórico Nacional que é bem central e está aberto todos os dias.

IMG_4383

O roteiro dos monumentos deixo para os sites que oferecem essa informação com detalhes. Já basta. Gostei dessas 10 dicas, no viajar pela Europa. Tem opinião de jovem na Mala de Aventuras que vale a pena também dar uma olhada porque cita a praia onde foi filmado o seriado Games of Thrones.

IMG_4414O PanHoramarte faz apenas um deleite literário e histórico da cidade e seu entorno.

IMG_4565

Dubrovnik pode ser visitada em dois ou três dias, na cidade velha. Outros poderão ser reservados aos passeios próximos, como às três ilhas  Kolocep, Sipan e Lopud, que é feito em um dia, com retorno no fim de tarde. São ilhas com praias pequenas, mas a paisagem é magnífica.

IMG_4556
IMG_4444 IMG_4542 IMG_4579
Lopud

Na última a Lopud, é possível aproveitar melhor o banho de mar no Adriático, cuja água é tão azul e tranquila que você parece estar nadando em uma piscina.

Viajar no tempo

IMG_4598

IMG_4596

O visitante poético deve deixar sua mente viajar no tempo quando estiver caminhando pelas ruas brilhantes de Dubrovnik, sobretudo à noite. Sentar-se em qualquer bar, sorveteria da rua principal e deixar o pensamento livre transportando-se ao tempo da antiga Ragusa.

IMG_4695

Garanto que a viagem será especial dentro do cenário que foi um dia do passado.

 

 

 

A dança - Henri Matisse

Solteiros desestruturados

Tenho dúvidas sobre a melhor forma de chamar a atenção para esse artigo, mas depois de uma conversa nesse fim de semana acho que encontrei um termo adequado para relatar um pouco desse nosso novo estilo de vida do século XXI.

O termo ‘solteiro desestruturado’ não é de autoria própria, senão de um amigo, que numa dessas conversas ácidas no coffee-break do trabalho, utilizou esse termo para referir-se a “panelinha” de solteiros que ali tinham.

Eis que um amigo meu me contando essa historinha me fez pensar na realidade dessas palavras.
Você já parou para pensar em como nossas relações interpessoais mudaram do século passado para este?
Você tem noção do nível de liberdade que hoje tem as pessoas solteiras, sem filhos, sem hipoteca, sem compromissos?

Podemos nos dar ao luxo de viver a nossa própria vida sem pressão da sociedade. Sem regras, nem padrões, ou seja, completamente desestruturada.

Assim como muita gente opta por casar, ter filhos, ter um trabalho estável, comprar casa, carro e passar as férias na praia ou no campo todos os anos, tem gente, hoje em dia, que simplesmente escolhe que esse não é o seu estilo de vida. A grande diferença é que, hoje, a sociedade vem aceitando essas formas de viver de um modo muito mais natural e menos estigmatizada.

Não que não exista estimas ou complexos.

Ninguém melhor para meter pressão na gente que a nossa própria família, amigos próximos, etc. Perguntam se você não tem namorado/a, se não vai casar,se não pode ter filho (porque eles nem cogitam a possibilidade do não querer), se não vai comprar casa ou ter um trabalho condizente com o que a sociedade espera de você.

As senhoritas de Avignon - Pablo Picasso
As senhoritas de Avignon – Pablo Picasso

Também é verdade que a mudança de século trouxe uma mudança de paradigma; e com ela uma liberdade maior para as pessoas tomarem a suas próprias decisões sem tanta pressão externa.

Eu vi muito isso quando comecei a viajar. Adoro viajar sozinha e me aventurar ao desconhecido em busca de algo mais. Poucas pessoas entendem esse meu afã de estar sozinha muitas horas, ou de querer ir a um lugar desconhecido sem conhecer ninguém… mas essa foi uma das formas que encontrei de autoconhecimento e desfrute… ‘disfruto’ da minha companhia.

O legal é que quanto mais você viaja e busca conhecer pessoas, conhece mais justo as que levam estilos de vida mais parecido com o seu. E de repente, você já não tem que se sentir completamente excluído da sociedade.

Pois sim, hoje em dia devo confessar que sou uma solteira desestruturada. Solteira desestruturada como muitos outros que podem ir e vir quando querem, que podem deixar o trabalho sabendo que o único compromisso que tem é consigo mesmo, os que podem ir de férias em temporada baixa, porque não têm filhos e que podem escolher viver a vida com muito mais liberdade.

Uma vida a escolher

Assim fez meu irmão com a sua vida. Ainda que tenha namorada, ambos escolheram juntos viver uma vida “desregrada” e percorrer o mundo com uma mochila nas costas. Assim fez meu amigo David que terminou a universidade e foi pra Londres tentar a sorte. Minha amiga Frazie que deixou de trabalhar na Berlinale para recorrer a França de bicicleta e trabalhar e lugares diferentes em troca de casa e comida.

Jacqueline with flowers - Pablo Picasso
Jacqueline with flowers – Pablo Picasso
Minhas Férias

Solteira desestruturada sou eu, que escolhi pegar a minhas férias em setembro para me meter em um projeto de agricultura ecológica numa vinícola na França. Isso mesmo; passarei minhas férias trabalhando, fazendo a colheita da uva, aprendendo a fazer vinhos e, em troca, me darão casa e comida.

Quem sabe, essas férias sejam as mais econômicas da minha vida. Mas isso não é o que realmente me motiva; me motiva saber que tem agricultores no mundo dispostos a ensinar as técnicas do campo, a sua paixão pela vida, pela uva, pelo vinho.

Me emociona que tenha gente que abre as portas da sua casa a desconhecidos e que durante uma temporada compartam o seu conhecimento.

E assim somos nós, os solteiros desestruturados: acordamos nos fins de semana a hora que queremos, comemos e dormimos a hora que queremos – si comemos e si dormimos -. Viajamos fora de época, estudamos ou simplesmente passamos as tardes no sofá vendo TV.

Vamos e voltamos, com a nossa própria rotina, sem que ela seja imposta por outros… e adoramos isso.

E também a adoramos a vocês; casados estruturados, solteiros disciplinados, aposentados cansados, jovens regrados e adultos obedientes. Não temos preconceito, aceitamos tudo e a todos! E queremos ser aceitos também na rotina caótica do nosso dia a dia, no vai e vem da canção, nas idas e vindas dessa vida.

Solteira desestruturada pronta pra comer o mundo!

As férias começam já!

Veneza é cenário perfeito para uma bienal de arte

‘Viva Arte Viva’ ! Vamos celebrar, sim, a 57a. edição da Bienal de Veneza. Por que não? Veneza é o cenário perfeito, é a mistura do Oriente com o Ocidente, sensual e romântica que parece permanecer em uma outra dimensão do tempo.

IMG_3098

É a exaltação da beleza, do refinamento, da elegância e bom gosto.

“A Bienal de Arte”desse ano inspirou-se no humanismo que celebra a capacidade do homem por meio da poética artística,de não ser dominado pelo poder que governa o mundo e que se deixado sozinho, pode condicionar em sentido reduzido a dimensão humana”.

É um humanismo no qual o ato artístico é um ato de resistência, de liberação de generosidade”.

Para que leitor do PanHoramarte tenha ideia do significado da bienal como representação artística que passa a limpo o mundo e suas mazelas ou o apresenta na sua realidade, é necessário primeiro mostrar o local que a acolhe e dar dicas de como transitar nesse universo tão rico de informação e conceito.

IMG_3676
Um luxo

Veneza, na Itália, é um luxo.  Esse é o tema do pavilhão que a representa na bienal. A pequena ilha italiana concentrou no passado uma riqueza incalculável e controlou durante séculos o tráfego marítimo entre o Oriente e Ocidente.

Esconde pelas vielas estreitas, quase um labirinto, muita história, intrigas, amores ocultos e adúlteros, poder, enfim todas as paixões e pecados humanos mesclados em um cenário arquitetônico único na Europa e amparado pela arte e luxo, apesar da decadência da contemporaneidade e os hábitos de consumo destruidores de patrimônios universais.

IMG_3590

Segredo

O segredo da construção de Veneza está exatamente no local onde a Bienal começa: o Arsenal. A força da Serenissima começou no grande barracão, no qual eram projetados, construídos e armados os navios.  Ali, cada descoberta sobre navegação era guardado a sete chaves, com objetivo de dominar o Mediterrâneo e conquistar mares distantes. Sem navios velozes não era possível comercializar os produtos mais procurados na Europa, seda, fibras e especiarias.

Isso a transformou numa cidade rica e importante em quase toda a sua história.

IMG_3571

Essa riqueza, esse luxo que a fez tão importante no passado e também no passado passou por um período de decadência depois Vasco da Gama descobriu o caminho para a Índia, a descoberta das Américas. Mas até hoje conserva o seu velho charme.

IMG_3608

Toda nobreza antiga está sendo apresentada no Pavilhão de Veneza, no Giardino, segunda parte da Bienal.

IMG_3579IMG_3553

IMG_3585

É um percurso pelo qual entremeiam-se formas, símbolos, objetos do passado que foram trazidos pelos comerciantes venezianos, primeiros e excelentes na produção artesanal de objetos de arte em vidro, mosaico, tecido, porcelana e sapato.

IMG_3550

O percurso começa num atelier, no qual são colocadas as matérias primas e mãos geniais as transformam em obra de arte. O visitante faz um caminho que o possibilita compreender como da matéria se forma em objeto artístico.

“A beleza sensual de Veneza revive por intermédio de referências simbólicas e percepções sensoriais, no qual se tramam cores, perfumes e jogo de luz. O Pavilhão de Veneza faz reviver o luxo como experiência de uma beleza preciosa e que somente a verdadeira educação estética  consente apreciar o que o Pavilhão comunica ao público”.

IMG_3596

IMG_3541

Como visitar a Bienal

Para quem nunca foi à Veneza colocamos algumas dicas básicas para entender como chegar à Serenissima e desfrutar de toda arte que ela nos oferece. No mínimo dois dias para Bienal e mais um para conhecer a cidade.

O acesso  a ela pode ser feita por avião ou trem. Depende do ponto do gosto. Via aérea é mais econômico se conseguir comprar um bilhete low coast. O aeroporto dispõe de estrutura para transportar os viajantes ao estacionamento de carros e coletivos próximo a estação Santa Luzia.

Bem vizinho à Estação ferroviária encontrará a bilheteria para pegar o dragueto (o único transporte coletivo da cidade que circula nos principais canais) e se localizar para encontrar o hotel. O google maps, earth ou mapa em papel deve sempre estar à mão para que possa orientar-se nas ruelas estreitas.

Um conselho não carregue malas grandes e pesadas porque será você o próprio carregador. Tem muitas pontes com escadas para percorrer por lá.

Em poucos dias estará adaptado aos costumes da exótica cidade que não permite a circulação de carros. Torna-se mais econômico comprar bilhetes únicos para utilizar o draguetto para um, dois, três ou quatro dias.

Os hotéis dentro da ilha são mais caros, mas nada tão assustador e às vezes é possível aproveitar uma promoção no Booking, TripAdvisor. Ainda não falharam nas dicas e avaliações.

Quanto tempo ficar

Como é uma cidade de alojamentos, hotéis e B&B caros é possível ficar nas imediações que muitos hotéis providenciam o translado diário. E o período para ficar depende dos interesses de cada um. A Bienal pode ser visitada em dois dias num passar rápido de olhos, no mínimo.

Não entanto, a cidade respira arte por todos os cantos. No verão as exposições estão circulando nos diversos museus da cidade e as igrejas oferecem concertos e óperas até setembro. Para desfrutar um pouco mais do clima veneziano vale permanecer por cinco noites no máximo.

Não deixe de tomar um prosecco na Piazza San Marco, naqueles bares com orquestra executando músicas clássicas para se sentir como um nobre europeu desfrutando do “salão mais elegante do mundo” como definiu Napoleão. Ali, deixará no mínimo uns 20 euros, mas será servido por um garçom sério e pomposo e bebericará seu espumante ao som de Vivaldi ou Mozart olhando para magnífica Igreja de San Marco.

Por onde começar na Bienal

Acreditamos que o modo de começar a imersão nas obras que representam uma leitura do mundo contemporâneo é pelo Giardino, a parte mais longa e que representam cada país do mundo. O ingresso custa em torno de 25 euros o dia, 30 euros por 48 horas, por isso é bom aligeirar-se para ver tudo em pouco tempo. Custa para brasileiros.

É importante manter um folheto guia, entregue na entrada, para assinalar os pavilhões que foram visitados. Depois de absorver a diversidade cultural desse planeta na linguagem da arte é ainda possível buscar mais conteúdo na construção central. Se for uma visita rápida, encontrará tempo para um pequeno lanche nos bares existentes no Parque. Inclusive, um perto da construção central que vale pela decoração e design arrojado.

O segundo dia pode ser dedicado ao Arsenale, espaço em que o curador define e apresenta o tema proposto.

IMG_3098

Tenha em mente que visitar um local em que a arte transita é elevar o espírito e perder-se no tempo. Poderá permanecer horas absorvendo o belo que o tocará em alguma parte de sua alma provocando-o e quando despertar desse êxtase terá impressão que o tempo parou. Buon soggiorno!