O paradoxal artista búlgaro, Christo, que morreu recentemente, surpreendeu na última entrevista ao dizer que: "mundo não precisa das minhas obras. Eu preciso dela e de meus amigos".

Paradoxal porque contrariou o pensamento comum dos homens desafiando a arquitetura ao envolver em tecidos ou plásticos monumentos que simbolizam uma época, uma cultura. Na sua última entrevista publicada no jornal de Artnewspaper, Christo, isolado e também assustado com a pandemia, em seus 84 anos,  reafirmou o conceito de sua extravagância. “Sou um artista totalmente irracional, totalmente irresponsável e completamente livre”.

Esse sentido de liberdade o compartilhou com sua mulher francesa, Jean-Claude, que faleceu em 2009, nas concepções de suas obras. O projeto atual era de envolver o Arco-do-Triunfo em Paris este ano, porém a pandemia obrigou-o a transferir para o próximo ano. O Arco-do-Triunfo para ele era um símbolo incrível de poder, construído no alto de uma colina. Quando recebeu a autorização ficou muito entusiasmado porque o projeto era algo que já estava pronto desde 1962.

Christo não somente sonhava com o impossível, mas o transformava em realidade.

Christo - creative commons via The ArtNewspaper

A contradição na manifestação de liberdade do artista era suas obras, ao mesmo tempo que também expressaram sempre um não a opressão de confinar suas criações artísticas às quatro paredes de museus.  Christo cresceu na Bulgária stalinista e deixou seu país natal para viver em Nova York, a cidade mais cosmopolita do mundo. 

Valley Curtain – Grand Junction e Glenwood Springs na Cordilheira Grand Hogback, no estado do Colorado, nos EUA, recebeu uma grande cortina laranja. A obra permaneceu por dois dias e foi documentada em filme que hoje é exibido em grandes museus, como Tate de Londres. 

 

The Gates – Um total de 7.503 painéis foram colocados com apoio de diversos artistas durante 25 anos, no Central Park, em Nova York, ao longo das passarelas do local expondo obras. As pessoas puderam caminhar livremente e apreciar o trabalho durante 16 dias.

Floating Piers foi uma instalação que aconteceu no lago Iseo, na Itália. Apesar de ter sido criado pelo casal, o artista acabou executando-o sozinho, em 2016, após a morte de Jeanne-Claude, em 2009. Durante 16 dias as pessoas puderam caminhar numa enorme passarela flutuando sobre a água.

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