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Bonecas de Luiz Galdino representam a mulher brasileira

As delicadas bonecas de cerâmica de Luiz Galdino com seus vestidos coloridos, representam a mulher brasileira esbanjando sensualidade nas curvas de seu corpo.

Elas enfeitam as vitrines das diversas lojas de produtos artesanais nas regiões turísticas nordestinas, incluindo Natal, no Rio Grande do Norte. É comum qualquer vendedora dessas lojas apontar para uma peça de cerâmica de Galdino (o mais popular entre os artesãos) e dizer com orgulho: esta é de Luiz Galdino, mestre ceramista conhecido internacionalmente.

Galdino faz a diferença

Talvez, a suavidade dos traços fisionômicos e pequenos detalhes, algo muito sutil, diferencia as bonecas de Galdino de inúmeras outras cópias colocadas, lado a lado, nas prateleiras das lojas.

12341625_436160219926699_3443222830370490157_nO ceramista é natural de Alto do Moura, Caruaru, Pernambuco, filho do famoso ceramista Manuel Galdino de Freitas. Nasceu manipulando o barro e tornou-se, pelas mãos do pai, um mestre nesta arte. Nos últimos anos se dedicou prioritariamente a confeccionar peças que representam mulheres e por esta escolha estética contagiou a produção artesanal nordestina, dinamizou a economia e melhorou as condições de vida dos artesões locais, especialmente de Alto do Moura.

O acervo artístico de Luiz Galdino  é apresentado em seu blog e em sua página no Facebook, com peças da mulher nordestina, cigana violeira, noiva brejeira, namoradeiras, entre outras.

Seu portfólio revela o infinito universo criativo do mestre da cerâmica.

19598513_679407892268596_3805804694176279315_nVale a pena visitar e apreciar o seu trabalho, inclusive, dar um clique no link em que ele mostra as etapas no processo de fabricação de uma peça de barro. O ceramista tem também esculturas em exposições permanentes em várias cidades brasileiras, no Centro de Convenções de João Pessoa, Museu Casa do Pontal em Angra dos Reis, Convento dos Frades Capuchinhos de Caruaru. Participou de feiras e exposições em Recife, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio, São Paulo e duas internacionais.

Quem foi seu pai Mestre Galdino

“Manoel Pãozeiro, São Francisco Cangaceiro, a lombinha sentada, a viagem de Maria ao Egito, o galinho de Jesus e a raposa que come o macaco. Essas são algumas das peças mais famosas do Mestre Galdino que se encontram no museu em sua homenagem no Alto do Moura.

Criado em dezembro de 1996, o museu abriga cerca de 30 peças do artesão, poesias, fotografias e textos sobre a vida e obra do ceramista popular que faleceu há 14 anos.

Ceramista, cantador de viola e poeta de cordel, Mestre Galdino (Manuel Galdino de Freitas) nasceu em 1928 e foi um dos artistas mais famosos do Alto do Moura, em Caruaru. Gostava de fazer moringas e monges, mas sua arte maior estava nos pequenos bonecos de barro. Para cada boneco que produzia, costumava escrever uma história que ia anotando num caderno – chegou a escrever mais de mil histórias.

Vaidoso, quando alguém indagava se havia aprendido o ofício com o Mestre Vitalino, ele respondia em versos: “Galdino é bonequeiro/e sou poeta também/tem boneco em minha casa/que bonequeiro não tem/na arte só devo a Deus/lição não devo a ninguém”.

Cuidadoso, depois de modelar as peças, deixava oito dias para secar. Após esse período, as peças iam para o forno (de tijolo, no fundo do quintal de sua casa) e passavam dez horas lá dentro. Finalmente, as peças ficavam mais quatro horas com o fogo apagado, “para desenfornar”. Caso não seguisse todo esse ritual, dizia o mestre, “o bicho ficava encruado e feio”.

Uma das mais famosas obras do Mestre Galdino, produzida no final da década de 1980, ocupava quase metade de sua mesa de trabalho. Era a história, em barro, de dois irmãos que resolveram casar e pagaram pelo pecado do incesto tendo 118 filhos deformados.”Fonte internet.

 

 

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Paradoxo do sucesso

 

Para mim, não existe autoridade que definirá o valor literário e estético, ou mesmo ético das obras escritas. Se aprofundarmos nossos conhecimentos na história da literatura e da vida de famosos escritores, encontraremos muitos exemplos disso.

Gombrich escreveu no livro de sua autoria ‘‘ História da Arte’’ , no primeiro parágrafo : ’’na realidade não existe arte, existem somente artistas’’. Se pensarmos nessa idéia, e fizermos uma comparação , não há literatura, mas somente escritores; ou não há poemas, mas sim poetas; nãoo há romances, mas sim romancistas.

Há autoridade na literatura? Quem irá determinar que escrito tem valor literário e estético ou não? Se existe esta autoridade, quem será? Escritor, crítico de literatura , editor ou leitores? Será a mídia?

Para mim, não existe autoridade que definirá o valor literário e estético, ou mesmo ético das obras escritas. Se aprofundarmos nossos conhecimentos na história da literatura e da vida de famosos escritores, encontraremos muitos exemplos disso.

Quando o grande escritor Dostoiévski escreveu seu livro Gente Pobre ,sua estréia literária, que revela uma impressionante maturidade se considerarmos que tinha então apenas 25 anos; Bielinski, grande crítico literário da época, elogiou-o muito. Ele iniciou sua carreira literária muito bem. Mas os livros seguintes, Bielinski, Turgeniev também outros críticos e escritores da época, o criticaram negativamente; e as críticas negativas foram pesadas. Até Dostoiévski morrer a situação não se modificou. No entanto hoje, ele esta no topo da literatura, a maior parte dos críticos atuais o colocam como o melhor escritor de todos os tempos.

Um escritor de vanguarda da literatura norte-americana, Jack London, não tinha publicada, curtas histórias que escrevia e enviava para revistas de literatura durante anos. Suas curtas histórias retornavam para ele com educadas recusas para publicação. Contudo, hoje essas mesmas histórias são exemplos para a literatura norte-americana.

O escritor brasileiro Paulo Coelho, durante anos não teve publicado seus livros, ele disse que: ‘‘trinta e duas editoras rejeitaram a publicação do seu primeiro livro’’, ele pensava que sua habilidade como escritor estava comprometida. A Academia Brasileira de Letras também o rejeitou como membro . Mais tarde esta mesma instituição o aceitou como membro, recebendo-o com todas as honras, numa cerimônia. O que mudou? Paulo Coelho é o mesmo escritor! O que mudou foi que seus livros foram traduzidos para inúmeras línguas ao redor do mundo, vendeu milhtes de livros e tornou-se sucesso na Europa, EUA, e outras partes do mundo.

Então, ninguém, nem editores, nem outros escritores, nem críticos de literatura são os que definem a medida do sucesso do escritor. O escritor tem força para passar por eles e chegar ao topo da literatura universal.

Erol Anar

Ilustração: Ana Matsusaki

As pequenas virtudes

Quem me conhece bem, mas bem mesmo, sabe que eu gosto de me repartir. Entre amigos de todas as partes do mundo, idas e vindas, chegadas e partidas, que fizeram aprender a lidar com a gestão do tempo melhor que muita gente.

Gestiono meu tempo de forma rigorosa, sempre buscando dar o melhor de mim para a pessoa ou a atividade em questão. Sou intensa, e nessa intensidade desejo que as pessoas levem um pedacinho de mim com elas.

Meu prazer em escrever, acho que vem dai. Dessa intensidade da vida que levo com ímpeto em todas as facetas: amor, trabalho, amizade, estudos, o que for. Vivo tão intensamente que tento gravar nesse pedaço de papel, nessa folha que uma hora foi em branco, aquele momento, que de repente se tornou eterno.

Deve ser por isso que tenho diários desde os 7 anos de idade – para bem ou para mal, tive que aprender que certos momentos acabam, mas que se podem eternizar na descrição, na palavra, na poesia que tento transformar o momento em historia.

O contraponto da escrita pra mim é a leitura; que em milhões de escritores diferentes encontro meu pequeno eu dentro da personalidade de um outro. A literatura tem esse poder; de encontrar diversas vozes similares dentro da nossa própria voz… como se nesse instante você fosse entendido pelo gênio que se esconde detrás do livro e ele fosse entendido por milhões de seres humanos que compartem esse pequeno momento com ele.

Eu escrevo com tesão, como já disse no passado. E aquilo que comparto, desejo no mais profundo da minha alma que chegue a cabeça, ao coração ou a alma daqueles que leem, que conversam, que dialogam ou que compartem um momento comigo.

Traduzindo em vozes de outro, ou outra, podemos dizer que:

“Mi oficio es escribir, y yo lo conozco bien y desde hace mucho tiempo. Confío en que no se me entenderá mal: no sé nada sobre el valor de lo que puedo escribir. Sé que escribir es mi oficio. Cuando me pongo a escribir me siento extraordinariamente a gusto y me muevo en un elemento que me parece conocer extraordinariamente bien(…)” – Mi oficio – Natalia Ginzburg

Acho que faz um ano comprei esse livro da Natalia Ginzburg chamado “As Pequenas Virtudes”. Comprei-lo porque já conhecia essa escritora italiana, que me apaixonei de primeira quando numa aula de escritura criativa li o primeiro capitulo do seu outro livro “Léxico Familiar”.

“Léxico familiar” é simplesmente a historia da Natalia, contada através do léxico, do vocabulário e da expressões que marcaram a sua vida e que foram usadas pela sua família, pelo seu entorno. Todos sabemos que cada família tem a sua peculiaridade; e o engraçado desse livro é justamente a peculiaridade da família da Natalia. É relembrando fatos, historias, anedotas, frases e expressões usadas por cada membro da família, que ela recobra vida daqueles que já não estão presentes.

“Somos cinco irmãos. Vivemos em cidades diferentes, alguns de nós no exterior, e não nos escrevemos com frequência. […] Mas basta, entre nós, uma palavra. Basta uma palavra, uma frase: uma daquelas frases antigas, ouvidas e repetidas infinitas vezes, no tempo da nossa infância. […] Uma daquelas frases ou palavras faria que nos reconhecêssemos no escuro de uma gruta, entre milhões de pessoas. Aquelas frases são o nosso latim, o vocabulário dos nossos dias passados, são como os hieróglifos dos egípcios ou dos assírio-babilônicos, o testemunho de um núcleo vital que deixou de existir, mas que sobrevive em seus testos, salvos da fúria das águas, da corrosão do tempo”.  – Léxico Familiar – Natalia Ginzburg

E essa é a poesia escondida dessa escritora: através das suas experiências, lemos e nos deleitamos compartilhando esse momento único que através da sua voz se torna universal.

“As pequenas virtudes” por outro lado não é uma novela, mas sim um livro de ensaios. Ensaios sobre a sua vida, que traz a tona sentimentos dessa grande mulher que viveu a guerra, o amor, o luto, a maternidade. São ensaios curtos e longos, todos na sua justa medida, capazes de criar empatia com qualquer fase da vida de uma mulher.

O titulo do livro da nome ao seu último ensaio, quem sabe o mais potente de todos, porque aborda a educação dos filhos. É a maternidade e a paternidade juntos, dando forma e conteúdo aos nosso ato mais puro de amor: os nossos filhos.

“No que diz respeito à educação dos filhos, penso que se deva ensinar a eles não as pequenas virtudes, mas as grandes. Não a poupança, mas a generosidade e a indiferença ao dinheiro; não a prudência, mas a coragem e o desdém pelo perigo; não a astúcia, mas a franqueza e o amor à verdade; não a diplomacia, mas o amor ao próximo e a abnegação; não o desejo de sucesso, mas o desejo de ser e de saber”.  – As pequenas virtudes – Natalia Ginzburg

Natalia foi uma indicação da minha professora maravilhosa de escritura criativa Ana Esteban, que numa das aula havia lido algo dela e me fez mergulhar de cabeça na sua literatura. Viajei a Itália com o seu livro, comprei um segundo livro, chamado “Famílias” e finalmente “As Pequenas Virtudes”.

“Léxico Familiar” e “As pequenas virtudes” me tocaram tanto que copiei excertos do livro e publiquei diariamente no Facebook, tentando compartilhar aquele momento que ficou gravado em mim.

Porque estou contando isso?

Hoje, uma amiga minha de longa data, Manu, me escreveu e me proporcionou um momento de alegria, das mais singelas e ternas que tive. A sua mensagem:

“Oi, não lembro quando. Mas acho que foi você que me indicou esse livro. Faz um tempinho que comprei. Já li e reli os primeiros textos, Mas ainda não cheguei no final. Gosto de deixar aqui no trabalho e me distrair na hora do almoço quando não saio. Tão gostoso ler.”

Junto a mensagem tinha a fotografia do livro, “As pequenas virtudes”. E aí, nesse momento então eu senti: a 9000 km de distancia, a Manu tinha levado um pedacinho de mim.

Como as coincidências não acabam por aqui, entrei no Face e vi que Ana Esteban acabava de publicar outro trecho de um dos textos da Natalia, “Mi oficio”:

“Me había vuelto bastante hábil en el planteamiento de los cuentos, en despojarlos de todo lo inútil, en hacer que los detalles y las conversaciones aparecieran en el momento justo. Escribía cuentos precisos y claros, bien llevados hasta el final, sin torpezas, sin fallos de tono. Pero ocurrió que llegó un momento en que me cansé. Las caras de las personas que encontraba por la calle ya no me decían nada interesante. Estaba cansada de mirar las cosas y a la gente, y de escribirlas mentalmente. El mundo se había callado. No encontraba palabras para describirlo, no tenía palabras que me causaran gran placer. Ya no poseía nada. (…) Llevaba dentro de mí una carga de cosas embalsamadas, de caras mudas, de palabras de ceniza, de países, voces, gestos que no vibraban, que pesaban, muertos, en mi corazón.” – Mi oficio  – Natalia Ginzburg   

Assim como a Manu levou um pedaço de mim no momento que aceitou a minha indicação, eu levei um pedacinho da minha profe quando me emocionei com a leitura que ela trazia a aula. E lendo a Natalia, também me dediquei a distribuir o seu conto, alguns dos seus ensaios e parte do seu texto a amigos que tenho muito carinho e apreço.

E assim, cada um deles, cada um dos meus amigos, família, amores, vão captando, vão tendo, esse pedacinho de mim. Esse pedacinho que a gente comparte só com quem a gente gosta.

É como se fosse uma corrente do bem – a corrente do bem da literatura. A gente vai passando a diante pra espalhar esses sentimento único vivido quando passamos os olhos nas letras e deciframos parte do enigma da vida.

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Ex-libris – L’importanza di avere sua propria biblioteca

Un fine settimana di questi rovistando miei libreria ho trovato una collezione intoccabile che la ho comprato circa 12 anni fa e mai ho letto queste opere. Lì era io e il scrittore brasiliano Machado de Assis faccia a faccia, di nuovo, dopo tanti anni.

Guardavo i libri e i libri lì, avanti a me, pure guardandomi: non era il momento di aprilo di nuovo? Dopo tanti anni questi libri seguono sul mio scaffale e ora, senza l’esame temuto, senza nessuno compito a fare e senza essere costretta a leggere.

Ricordo bene il mio primo giorno all’università; la curiosità, la conoscenza e la volontà di studiare si univano  in quella classe. Dentro quelle mura di cemento, le pareti fredde del PUC (Università Cattolica del Paraná), ho iniziato a camminare verso la mia futura carriera … e ricordo ancora la voce degli insegnanti, il primo giorno, con il suo foglio di Chamex stampato con circa 20 referenze bibliografiche.

Biblioteca privata

Gli insegnanti ci hanno detto che dovevamo comprare questi libri e cominciare a costruire la nostra biblioteca privata; il nostro piccolo angolo di conoscenza, dove cerchiamo conforto quando alcune informazioni ci manca.

Per molti anni ho avuto la mia biblioteca: a Curitiba, a Londra, a Pontevedra, a Porto, a Santiago de Compostela e ora finalmente a Madrid, Spagna. Pontevedra, a Porto, a Santiago de Compostela e ora finalmente a Madrid, Spagna. In tutti questi luoghi ho dovuto fare la scelta di quello potevo portare e quello che lasciava indietro.  E purtroppo, i libri sono anche nella categoria “cose”.
L’interessante è che mai ho buttato via il esemplare di “Quincas Borba” o “Esaù e Giacobbe.” E con loro, altri che già avevo letto e sono vecchi e molto maneggiato. Ma ci sono: e ogni volta che li guardo vedo ancora il momento in cui li ho avevo letto. E in questo ricordo, comincio a ricordare anche quell’era l’età che avevo, quello che stavo facendo, i pianti, le risate, le buffonate.

Il momento giusto

Ero in mezzo a questa euforia di ricordi e nostalgia, con il mio libro”Quincas Borba” in mano, ho deciso che già era giusto il momento di leggerlo. Ho trovato sfogliando le pagine, un supplemento con domande delle diversi università di Brasile. Insomma, ho comprato al esame di laurea e dopo ho lasciato a parte.

Quindi… Era quello il momento di leggerl.Un fatto è che dopo tutto questo tempo, fino ad oggi, non aveva gettato via. E come il mio professore, Jose Carlos Fernandez, ha detto:
“i libri sullo scaffale non rimangano lì per caso, loro sono solo aspettando il momento giusto da leggo”. Credo che non dimenticherò mai le sue parole; Ho molti libri sul mio scaffale in attesa del momento giusto da leggere. E anche dopo anni e anni sono lì, in attesa ferma e forte per me.

Il mio tempo con il mio scrittore preferito è arrivato di nuovo. E voi? Chi è in attesa per voi?

Ex-Libris

Ex-libris (deriva del latino) è un’espressione che significa “dai libri di” o “libreria”. Una forma elegante e raffinata di dire questo libro è di  mia proprietà.  Qui in Spagna, molti bibliofili fanno timbri personalizzati, con lo scudo della famiglia o di un design graziosi per contrassegnare tutte le copie dalla libreria. Di solito vieni posto nel risguardo del volume o in seconda copertina.

Origine

Non si sa l’origine esatta del termine “Ex-libris”, anche se questo ha bisogno risale l’invenzione dei caratteri mobili da Gutenberg, quando i libri erano molto costoso e solo le persone con un sacco di soldi e di educazione li aveva.

Nel British Museum, per esempio, accanto a una scatola di papiro circa 1400 aC, c’è un piatto di ceramica sul quale ha detto che tali papiri appartengono alla biblioteca del faraone Amenhotep III. Nella penisola iberica, il primo ex-libris, che è stato trovato è dal re Fruela I (756-768), nel regno delle Asturie.

Nel Medioevo, troppi bibliofili nobili, mantenevano la
tradizione di dipingere lo scudo della famiglia all’inizio del volume, indicando che appartengono a loro o la famiglia.

Ma con l’emergere della stampa, nel XV secolo, che si trovano le prime indicazioni degli Ex-libris. Lo scudo non poteva più essere dipinto in libri o manoscritti e i proprietari in generale hanno scritto il suo nome sul frontespizio.

Alcuni amanti del libro hanno iniziato a utilizzare un tipo di Ex-libris fisso; altri, registrati o stampati su un unico foglio, che poi inseriva nel libro.

Il più noto, tuttavia, era ex-libris , messo all’interno del volume, sulla copertina o nel libro di versi.

“Lo studio serio e accurato di un Ex Libris rivela i gusti del suo titolare: la sua professione, le sue passioni e i suoi pregi; sono la testimonianza di cultura, di storia e amore per il libro”.