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Saíra de Sete Cores que nunca mais verei! Fotos que marcam o fim de um tempo

A Saíra de Sete Cores perdeu seu 'habitat' natural em Itapoá/SC depois da expansão imobiliária. A foto é um testemunho de um tempo que não volta mais!

Aimagem do pássaro de Sete Cores foi captada em 2010 e faz parte do meu arquivo pessoal de fotos que jamais esquecerei. 

A fotografia tem esse status de documentar um tempo e eternizar a poética da vida.  

Um flagrante feito por mim, que numa fração de segundos, no intervalo invisível entre o que acontece e o que já passou, registrou uma preciosidade. A imagem nasceu a partir de um olhar distraído na sacada da casa de uma amiga e no descuido do tempo ouvimos a algazarra da passarada, o que me fez direcionar as lentes da minha Cannon naqueles pássaros lindos, coloridos, aproveitando-se da fartura da natureza na palmeira vizinha. Isso já faz tanto tempo, vejam só que se passaram  26 anos e parece que foi ontem. Os pássaros não sei por onde andam e a palmeira não existe mais. 

Estas  fotos, assim como outras deste arquivo precioso, carrego dentro do meu coração porque foi captada num instante, sem pedir licença para simplesmente acontecer como a vida sem ensaio.

Por isso, a fotografia não congela só um momento – ela o prolonga.

Uma forma criativa e inusitada de vender brincos extravagentes e coloridos. A foto captada há anos na estação Termini de Roma, quando era permitido comércio ambulante e na maioria feito por indianos. O vendedor de brincos, sem dúvida, esbanjava criatividade para promover seu produto. 

Esse flagrante das senhorinhas provavelmente gêmeas ,não pode ser esquecido. Em frente ao Pathernon, Roma -também há muito tempo atrás. Usei essa foto para ilustrar uma história que parece um conto da carochinha, mas foi real. 

Essa casinha portuguesa provavelmente está entre os casos de proprietários que não tinham herdeiros. Abandonada e espremida entre um viaduto de linha férrea, rodovia e o burburinho de Lisboa, nas imediações do Cais do Sodré. Um charme de imagem principalmente porque as flores, sem pudores, tomaram conta das paredes envelhecidas.

Ahhh…. Esse por do sol e o solitário pinheiro do Paraná dando um toque poético e nostalgico na foto. Cliquei para guardar a sete chaves. Se mantém imponente na frente do apartamento que vivi em Curitiba. Árvore exuberante, a mais bela entre as belas, faz parte de um bioma que corre o risco de extinção.

É curioso pensar que o eterno, muitas vezes nasce do acaso. Um instante apenas nos atrai e nesta fração de segundos eternizamos a imagem, como se ela nos escolhecesse e nós a ela. Na verdade, essa atração irrestível a algo que nos capta por segundos, é porque reconhecemos também que somos impermanentes, fragéis e irreptíveis, tentando de alguma forma permanecer no tempo. A fotografia encanta porque faz o que é passageiro ganhar corpo, memória e permanência.

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