‘May You Live In Interesting Times’ foi presságio para 2020

Sublimes afetos
10 de setembro de 2020
Humor levado a sério
23 de setembro de 2020
Exibir tudo

O tema da última Bienal de Veneza (2019), May you live in interesting Times, reconhecia os tempos turbulentos. Mal sabíamos que era um forte presságio para 2020...

A expressão é da língua inglesa e evoca tempos ameaçadores erroneamente atribuída a uma antiga maldição chinesa.

Vejam só, quase uma premonição sobre o que estava para acontecer!  E a conexão com  China e atrelada a maldição….

Os ‘tempos interessantes’ de crise, incertezas evocados pelo curador de um dos mais importantes eventos de arte do mundo, Ralfh Rugoff, foram potencializando-se com o passar dos meses. A Bienal aconteceu de 11 de maio a 24 de novembro de 2019 e antes de terminar, artistas e visitantes foram surpreendidos  com uma das maiores enchentes dos últimos tempos na Serenissima.

Além disso, logo depois, em dezembro apareceu o primeiro caso de Covid 19, em Wuhan, na China, confirmado pela Organização Mundial da Saúde. Algumas teorias da conspiração dizem que foi em novembro.

 Para completar uma série de coincidências ou talvez não, a obra que se destacou muito nesta Bienal foi de dois chineses Sun Yuan & Peng Yu – Can’t help myself (não consigo me ajudar). 

Instalação chocante que se compõe de um robô industrial que  continuamente varre fluído semelhante a sangue.  Gira e flexiona incansavelmente, programado para garantir que um líquido vermelho escuro e espesso permaneça dentro de uma área predeterminada. 

 O robô é colocado dentro de uma “gaiola” transparente, quase como uma criatura capturada e exposta. Mesmo a obra sendo criada em 2016, dialoga com a atualidade, na qual o mundo praticamente parou e não pode se ajudar.  

Os dois artistas chineses profetizaram o futuro. Como a obra foi criada em 2016 provavelmente não tinham dados reais sobre qualquer catástrofe mundial como foi o Covid 19. 

Foi puro exercício de criatividade em conexão com o cósmico!

 

Sun Yuan & Peng Yu são dois artistas chineses famosos por trabalharem em suas obras com meios não convencionais como  gordura humana, maquinários, taxidermia. 

Os artistas vivem e trabalham colaborativamente em Pequim desde o final dos anos 90 e são conhecidos pelos trabalhos contemporâneos provocadores, confrontadores. Ambos estudaram pintura a óleo na Academia Central de Belas Artes de Pequim. 
 

Depois de participar de exposições inovadoras na China, eles ganharam destaque como artistas independentes no final da década de 1990 e formaram uma parceria colaborativa em 2000. 

Suas grandes instalações, que muitas vezes incorporam componentes tecnológicos, comentam criticamente sobre a compreensão humana, dissentes em posições políticas e sociais.

 

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *