Snowden: uma celebridade sem pátria

Artista daltônico faz primeira mostra em cores com ajuda da tecnologia
5 de outubro de 2016
Monologo tra noi stessi
7 de outubro de 2016
Exibir tudo

https://www.youtube.com/watch?v=0105x3llAcA

Um mártir que defendeu a liberdade individual dos cidadãos ou um perigoso espião? Herói ou traidor?

Qual será o tratamento que a história dará daqui há 50 anos ao analista de sistemas, ex-administrador da CIA, Edward Snowden, que denunciou ao mundo a escandalosa espionagem que os EUA faz na vida privada das pessoas e nos governos de todo o mundo.

Um livro e um filme contam a trajetória do jovem americano que se transformou num fugitivo e ao mesmo tempo numa celebridade em três anos.

219871O filme ‘Snowden 16’ já foi lançado nos EUA em setembro. Ainda não chegou no Brasil. O livro, A Hora do Polvo ,  em tradução livre, escrito por seu advogado, o russo Anatoli Kucherena, é uma ficção que na realidade conta a história de Snowden .” Tenho muita vontade de matar o polvo que apanhou com seus tentáculos todo o país, todo o mundo”, afirma no livro Joshua Cold, o “alter ego” de Snowden. Polvo é a rede cibernética que penetra na vida privada de cada cidadão.

Para os  jornalistas que o entrevistaram, um dos primeiros, Ewen MacAskill, do The Guardian,  a maior preocupação é focada na proteção da fonte (quem oferece a informação), num mundo de controle de massa.  Como será possível proteger os próximos Snowdens que poderão surgir no futuro?

“Não me considero um herói, já que atuei em benefício próprio. Não quero viver em um mundo no qual não há vida privada. Isso é tudo”, conclui Snowden, que em setembro pediu perdão ao presidente Barack Obama e acredita que pode voltar ao seu país – EUA.

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

Os comentários estão encerrados.