Homenagem a Jaider Esbell e sua conexão com o ‘espírito do tempo’

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Jaider Esbell- 2021. A conversa das entidades intergalacticas para decidir o futuro universal da humanidade.

Jaider Esbell optou em seguir caminhos em outras dimensões de luz. Enquanto viveu neste planeta potencializou sua mensagem sobre o 'espírito do tempo' por meio da arte.

Suas obras emergem sob a linguagem simbólica e encantada do indígena e sua  relação com o mundo. Como ativista e militante foi incansável nos alertas sobre a destruição do planeta. 

Eu, enquanto pesquisador –  indígena sim –  mas que busco me conectar com uma filosofia de mundo, de uma ideia global, tento trazer a questão da urgência ecológica. Isso porque em todas as esferas da tentativa de comunicação inter-global mesmo, a gente não consegue entender, como é que esses esforços e  essas tecnologias se divergem e não fazem o seu dever de casa, que é orientar. Não têm uma ‘guiança’ para a humanidade”. disse ele na Bienal dos Indígenas.

foto via site da Bienal

O artista, escritor, Jaider Esbell  indígena da etnia Macuxi, morre aos 41 anos e deixa um  vazio muito grande num momento tão carente de pessoas como ele, sensível e conectado com as causas ecológicas, direitos indígenas e saberes ancestrais.

Para Jader, mesmo contemporâneas, as expressões artísticas indígenas são uma ação de resgate. “Tudo tem espírito, por assim dizer, e nós estamos pobres nisso”, escreveu no catálogo da Bienal.

Festa na Floresta. 2018 - foto via internet

Cartas ao Velho Mundo é um livro de luxo com 400 páginas sobre a história da arte ressignificado e sobreposto com arte indígena contemporânea nas obras de Jaider Esbell. Desenhos e textos produzidos com pincel Posca.  Fonte: site do artista

“A morte dele grande símbolo de resistência”, disse o xamã Bu’ú Kennedy, do povo Tukano. “As sementes que ele ajudou semear, dando oportunidade para parentes, eles e elas vão continuar. A arte, acredito, ele foi grande espelho, exemplo que arte é caminho para levar ao conhecimento da sociedade a nossa voz, nossa cultura, através da arte.” Fonte: AmazonaReal

Raposas e Beija-Flores 2020

Se temos a  memória não perdemos.

Jaider Esbell está presente em suas obras e sua voz em defesa dos indígenas não se calará nunca.

O artista fez a lição de casa usando os recursos da tecnologia. Suas entrevistas e vídeos são ricos em conhecimento ancestral  e sensibilidade espiritual.

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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