China emerge na Bienal de Curitiba

Lágrimas de emoção fortalecem a nossa existência
25 de novembro de 2017
Em busca da felicidade
30 de novembro de 2017
Exibir tudo

Galaxy K - Wang Kaifang. Aço inoxidável folheado a ouro 24k.

China emerge no cenário da capital paranaense, mas desta vez é pela arte contemporânea e não pelo poder econômico. A Bienal Internacional de Curitiba, na edição de 2017 homenageia o país que fez parte da Rota da Seda no passado e hoje é o emergente que mais deu certo da sigla BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) no contexto mundial.

É na penumbra do Olho, no Museu Oscar Niemeyer, que luzes dirigidas destacam as obras  selecionadas pelo Governo chinês para serem apreciadas pelos brasileiros . Obras que expressam ainda que de forma sutil, valores estéticos de uma China, com suas imemoriais raízes taoístas, nas pinturas sobre seda, nas esculturas feitas com minúsculas peças e nos precisos e calculados desenhos geométricos. Sem instalações ousadas tão comum na poética artística contemporânea.

Transgressão de Wang Chengyun

DSC02172

Sem a transgressão crítica como a do artista chinês Wang Chengyun, que na Bienal de 2013 apresentou a China transformada pelo “fast-food”, ou melhor deformada na fisionomia, numa gigantesca tela intitulada Grande Utilidade – Comer /2012. Chengyun viveu na diáspora e depois de 15 anos retornou ao seu país e encontrou um povo ansioso e inseguro diante das transformações sócio-políticas.

Antípodas

Em Antípodas (opostos em localização), o tema proposto pela curadoria da Bienal de Curitiba  para essa edição, a mostra Vibrations é oficial e na busca do contemporâneo comportado traz embutido os valores tradicionais da cultura chinesa: a seda, alegoria, lendas e símbolos.

201309221831051566

Wang Kaifang Photos: Billie Feng

Em Galaxy K, o artista Wang Kaifang, emprega o ouro brilhante para expressar a missão misteriosa e a energia milagrosa do ouro e inspirar o público a refletir sobre a verdadeira essência do universo terrestre e espiritual.

IMG_4986

Boyish, tinta sobre seda, trabalho de Yang Kai.

 

IMG_5053

Artista Huan Wei, obra Hu Mei. Seda.

IMG_5004

Liang Shaoji, Window. Madeira e casulo em seda.

IMG_5058

Jian Jiangbo, China Market Project, fotografia.

IMG_5028

Detalhe do trabalho de Wu Jian’an, Sevem Layered Shell. Couro bordado com fio de latão e seda.

A mostra Vibrations, mesmo inserida num evento contemporâneo, carrega a memória de uma cultura milenar ainda presente na essência de um povo, cujo poder do país se lança com voracidade à conquista do futuro.

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.