Rio de Janeiro

As alegrias, tristezas, revoltas, conquistas, esperanças, dores, estão nas rimas dos poetas populares que gritam suas verdades nas esquinas do Brasil!

“Há agora uma enorme geração de poetas  que está ocupando as praças, as ruas e construindo uma nova língua, uma nova mentalidade que vai nos guiar…poetas, todos exercendo o seu direito de dizer o que acreditam”,  afirmou o ator e poeta Eduardo Tornaghi, na abertura do encontro das “Quebradas Poéticas”, realizado pelo seu canal no Youtube dos Estados Gerais da Cultura.

O encontro dos EGC deu voz a uma pequena parcela desses jovens, porém eles  estão em todo o Brasil mostrando que a genuína alma brasileira é poética, mesmo na luta diária pela sobrevivência.  “Precisamos ouví-los mais”, disse Tornaghi.

….E as “Quebradas Poéticas” mostraram a voz potente da geração jovem do Rio de Janeiro.  Poeta Xandu, Tio Leo, Slam das Minas, Jessé Andarilho, Slam 188, Tom Grito, Ozazuma, Ratos di Versos. 

Os Ratos di Versos já completaram mais de 10 anos de vida nas ruas recitando poesia pelas quebradas. A história é longa. Vale entrar neste link no Facebook e aí dispensamos as apresentações.  Veja aqui quanta gente participa dessa turma.  Youtube

O coletivo MargiNow iniciou com a ideia de sarau ainda em 2013, com visitas ao Sarau do Escritório (na Lapa), depois foi reunindo referências literárias locais, ativistas culturais da favela do Antares (extremo oeste do Rio) até que em 2015 instalou um sarau, migrou para o Viaduto de Madureira com apoio da CUFA, onde passou a promover batalhas de poesia falada, tanto slam como rap, o coletivo logo passou a realizar clipes e filmes, criaram uma biblioteca de caixote de feira e desde 2020 a instalação de uma biblioteca física é uma realidade na paisagem de Antares, os aliados são muitos, a equipe é família.

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foto cedida pelos Ratos di Versos

Gente talentosa que tem sonhos e coloca na futuro a esperança de um mundo melhor. Dudu Tererê, falando de Búzios, do Sarau da Praça, abriu o encontro com um Funk. Pelo  Funk da Revolução, encomendado por Eduardo Tornaghi, Dudu cantou humildemente, nas palavras e ritmo deixou o seu recado afirmando suas verdades, dúvidas e desejo de mudança. 

(…) As cidades vão crescendo de forma inconsequentemente.(…)

A ciência já vem alertando é bom você ligar  

acho bom é você ligar,

a mudança começa na gente ou mudo a minha vida para mundo mudar

e fazendo a minha mudança, não me dou por satisfeito eu divulgo a minha experiência para todos amigos com todo o respeito (…)

Slam da Minas

O coletivo Slam das Minas RJ fundado em 2018 promove batalhas de poesia falada, com a pandemia ampliam o alcance através das redes, programas de entrevistas, mostras, e munides da kombi-maravilha fazem entregas via Poesia Delivery, propõe empoderamento de gênero e LGBTQIA+ e participação ativa nas muitas lutas da cidade, os nomes Débora Ambrosia, Rainha do Verso, DJ Bieta, Andrea Bak, e outres fecham a equipe.**página Slam das Minas RJ no Facebook:,  Instagram  Slam das Minas site

Slam 188

Com presença dos poetas Árvore Bonita e Ozazuma, o coletivo Slam 188 promove batalha mensal de poesia falada, propõe inclusão e valorização da vida, tem suporte de psicólogos e intérpretes de LIBRAS, os nomes @poeta_monra & @pretapoetica fecham a equipe.

Instagram  Facebook

PIX Slam 188 – faça a sua contribuição com a chave [email protected]

Árvore Bonita

Árvore Bonita é graduanda em pedagogia, Intérprete de Libras, poeta, artista visual, Slammaster e coordenadora de acessibilidade do Slam 188 e Slammaster do Slam Orgasmo.
CONTATO:
@arvore.bonita

Tio Leo

Leandro Mota, ou simplesmente, Tio Leo.  Atua em Búzios desde 2014 na defesa da cultura hip-hop, sendo um dos fundadores do Coletivo Urbano Buziano. Natural de Niterói, pai de três filhas.
Ativista e Produtor Cultural, poeta, raper e mestre de cerimônias,  Tio Leo do Coletivo Urbano Buziano -Tio porque foi escolhido como referência pela garotada da nova geração da fala/desafio/improviso em rima.

Jessé Andarilho

Jessé Andarilho é escritor, palestrante e produtor cultural. Cria da favela de Antares escreveu os livros: Fiel (Objetiva) e Efetivo Variável (Alfaguara) e Super Protetores (Itaú Leia para uma criança). Além disso, é presidente do Centro Revolucionário de Inovação e Arte (CRIA) e criou o projeto marginow para ampliar as vozes de artistas das periferias. Sua nova empreitada é a criação de uma biblioteca comunitária no local onde funcionava o antigo posto policial de Antares
CONTATO:
Insta: @jesseandarilho
Zapzap: +55 21 96454-8363

Gente que precisou lutar pelo seu espaço na rua porque a sociedade perde-se nas regras dos bons costumes. Sarau da Praça, em Búzios, por exemplo, nasceu por uma violência policial. A meninada fazendo poesia e se expressando quando os policiais entraram para dissipar o grupo. “Vou ensinar vocês se expressarem disseram eles”.

O grupo não denunciou, pelo contrário foi à prefeitura exigir espaço e liberdade para o seu projeto acontecer. E o Sarau da Praça hoje existe à revelia dos policiais. Quem sabe agora os próprios policiais não estão lá a ouvir nossos poetas recitarem suas verdades?

 Mas Dudu sofreu o trauma da violência por um bom tempo e relata a experiência no encontro online. Assista mais abaixo o vídeo que mostra muito mais, além da história de Dudu, muita poesia…..

A arte transforma mesmo na dor e na tristeza e nossos poetas de esquina sabem muito bem que isso é verdade. O encontro Quebradas Poéticas  teve como mestre-sala o ator Eduardo Tornaghi,  e mostrou que a nova geração no Brasil tem mais a poesia como arma e a arte no coração!

Ozazuma ( Foto 1)

Ozazuma é Daniel no RG, artista independente slamaster do slam188 , slammer, futuro pedagogo, produtor cultural e poeta. 

É tímido, introvertido. Mas tem a sensibilidade à flor da pele como idealizador do Slam 188, para não ver mais poetas morrendo. “Não  falo só da questão do suicídio, mas da vontade do poeta de estar vivo simplesmente, que acaba só sobrevivendo”.

Poeta Xandu (foto 2)
Poeta Xandu é carioca, tem estrada na poesia falada, atua no sarau Ratos Di Versos (Lapa-Rio), editor e escritor em fanzines, blogs, livros, segue sempre em viés coletivo, urbano, a cidade importa.
__Contatos: [email protected] //  www.facebook.com/ratos.versos
Gênesis

Poeta, slammer, contadora de histórias e atriz. É uma das organizadoras do Slam das Minas RJ, uma batalha de poesia só para mulheres que acontece em todo RJ. Publicou seu primeiro livro infantil “Cadê Martin?” pela Chiado Editora, e seu livro de poesia “Delírios de (R)existência” pela Padê editora. Tem participação no livro “Identidades” da Ed. Conexões, uma coletânea com 18 escritoras negras. Em publicações independentes integra o primeiro caderno de poesia do Slam das Minas RJ, e seu fanzine “O poema sai enquanto você entra”. Em 2019, participou do do primeiro Slam de Poesia que aconteceu no Rock InRio, no Espaço Favela.
Tem sua poesia na Abertura do novo álbum da Cantora Zélia Duncan, “Eu sou Mulher, eu sou Feliz”.
Em 2020 estreou como atriz na websérie lgbtq+ “Contos Latentes – Extremos” no Youtube. Idealizadora do programa de entrevista Mapas para o futuro no Youtube.
CONTATO:
Insta: @desde.o.principio
Zapzap: +55 21 99129-2002

Tom Grito

Tom Grito é poeta @tomgritopoeta Dedica-se à poesia falada (spoken word/poetry slam) e às micro-revoluções político-sociais onde a poesia incinera, afaga, afeta e transforma. Pessoa não binárie transmasculine, utiliza pronomes masculinos e neutros (ele/elu/elle/él/he/they).
Entusiasta da cena de poetry slams e saraus de poesia no Brasil, interessa-se também pelo estudo de plataformas para a possibilidade de extensão poética como a performance audiovisual, poesia sonora e teatro. Participou ativamente da fundação dos coletivos poéticos Tagarela, Slam das Minas RJ e Transpoetas. É residente de pesquisa em artes no Museu de Arte Moderna do Rio (2021).
E neste ano (2021) representou o Slam-BR no 2o. Torneio Amistoso Online Abya Yala ficando na quarta posição entre 12 poetas de latinoamérica e Haiti. Campeão da final do Slam das Minas SP 2021.
CONTATO:
Insta: @tomgritopoeta
Zapzap: +55 21 98368-8508

Quebradas Poéticas foram mostradas aos leitores como um pequeno exemplo que nas esquinas do Brasil, mesmo com gente conclamando às armas, à guerra civil, nossos poetas estão aí, jovens, criativos já mudando o mundo, a linguagem, a vida.

Vamos ouvir nossos poetas de rua quando gritam suas verdades!

 

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