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Terra de todas as gentes e crenças celebra o amor que venceu o ódio!

Numa vitória histórica, Lula conseguiu se reeleger presidente do Brasil pela quarta vez. Com mais de 4 milhões de votos venceu seu adversário e trouxe alivio ao coração de muitos brasileiros.

Neste momento me orgulho de ser brasileira e de ter participado intensamente da batalha contra o ódio durante a campanha presidencial a favor de Luiz Inácio Lula da Silva.

Criamos um exército humanitário, o Exército do Bem. Sem violência e sem ódio, focando apenas na virada dos votos a favor de Lula.

Isso graças a deputado federal André Janones que conduziu a mobilização digital de uma forma pacífica e intensa.

Imagem gerada por IA

O Brasil é um lugar onde vivem muitos povos em sintonia com suas cores, alegrias e tristezas tudo junto misturado, numa diversidade quase única que nos faz tão diferentes da maioria dos países no mundo. Terra ancestral dos povos indígenas, herdeira das culturas africanas, construída também por tantos outros povos que aqui chegaram em busca de uma vida melhor. Terra onde as pessoas encontram Deus, Jeová, o cósmico, divindades, nas igrejas, nos terreiros, nos templos, nas sinagogas, nas mesquitas, na natureza ou no silêncio de sua própria consciência. E também de quem não professa religião alguma.

O Brasil é uma República laica. Isso significa que o Estado pertence a todos, não se subordina a nenhuma religião e deve garantir a liberdade de crença e de não crença.

É por isso que a democracia precisa ser também uma experiência de convivência, humanidade e paz.

A violência divide, o ódio desumaniza, a intolerância ergue muros. O amor, ao contrário, abre caminhos. É capaz de nos lembrar que, antes de nossas divergências, existe algo essencial que nos une: a dignidade humana e o direito de viver em liberdade.

A vitória de Lula representa, para milhões de brasileiros, a esperança de recuperar e  manter direitos conquistados, defender a soberania e  devolver centralidade à luta contra a fome e a desigualdade.

Mas a democracia não termina nas urnas. Ela começa de novo todos os dias, no modo como tratamos nossos semelhantes, na defesa das instituições, na recusa à violência.

Ilustração Marcela Weigert Braga publicada na Revista Casa Comum

o Brasil não pertence a um partido, a um líder ou a uma crença. Pertence ao seu povo, em toda a sua pluralidade.

Ilustração Marcela Weigert Braga para o projeto Escravo Nem Pensar

É terra de todas as gentes, de todas as crenças, de todas as cores e de todos os sonhos..

Xilogravura de J.Borges que representa Os retirantes do sertão

Que o verde e o amarelo voltem a nos abraçar como símbolos de uma pátria compartilhada. Que a bandeira brasileira não seja fronteira entre irmãos, mas horizonte comum. Que nossas diferenças religiosas, culturais e políticas não sejam motivos para o enfrentamento, mas convites à escuta e ao respeito.

Imagem gerada por IA

O povo brasileiro brilha sob amparo da nossa bandeira, que traz o lúdico e o poético nas suas cores, o verde de suas matas, o amarelo do ouro e o azul do céu, com o cruzeiro sul e a faixa ordem e progresso. Nossa bandeira não incita a luta e sim a poesia. 

O Brasil é grande demais para deixar o ódio tomar conta do nosso território! 

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