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Ilustração by Flávio Cunha

Foi na véspera do niver de Jesus, não me lembro certinho de qual ano, mas eu já morava em Curitiba, fui passar o Natal com minha família lá em Iguape, como de costume.

Naquele ano, nossa ceia em homenagem ao “Cara lá de cima”(como diz #xuxa) foi na casa da minha irmã Katia.

Gratidão, Senhor!

O menu foi todo elaborado com muito amor pela nossa anfitriã, e vocês já sabem: a família Cunha é grande, né minha genteeee!(🍗 spoiler)

Por conta disso, a Dona Mariene preparou um prato superespecial para levar. Como todas as mães, a minha também faz a melhor comida do mundo.

Aqui em casa, é o Cassiano que cozinha com esse “amor de mãe” e, lógico, é ele quem recebe os tão esperados elogios culinários – a Bella ama sua comida, e a mim resta o elogio da pipoca doce, hehehehe.

M a r a v i l h o s a Mariene Cunha E minha amada irmã Katia Cunha

Pois então, chega de lero, lero!
Quêêêê bacalhau que nada!

Fraangos, minha genteeee! Isso mesmo, eram dois e dos grandes!

Temperou os benditos frangos, e, depois que marinaram por um bom tempo, eles foram assados, para a alegria da renca¹ de filho.
Hummmmmm!

Pense no aroma do tempero glorioso da Dona Mariene: sen-sa-ci-o-nal!

Só sei dizer que, chegada a hora de comemorar o dia do Senhor, pensei: Como levar nossa abençoada parte da ceia?

A i  m e u  D e u s!!! Pensem comigo:
1. Iriamos a pé, eu e minha rainha, trilhar uns 2 km, mais ou menos, até a casa de Kátia.
2. Ninguém nesse mundo inteiro, eeeem hipótese alguma, podia perceber que estaríamos levando dois frangos assados – eu estava no auge dos meus 20 anos (eta saudade!) e, nessa época, preferia a discrição. Hummm, moleza que eu era².
3. Sempre tem alguma coisinha a mais para levar.
Tá! Peguei tudo, os dois frangos lindos e recheados, alguns legumes e mais sei lá o que… E distribuí em uma bacia, embrulhei bem bonitinho com papel alumínio e coloquei tudo em uma mala mesmo (ai credo, sem julgamentos, limpei muito bem antes kkkk), pensando: Assim consigo despistar os olhos curiosos da vizinhança, que goooosta ! kkkkkkkk… E fomos!

Más não contamos com dois detalhes megaimportantes:

  •  O aroma divino dos dois frangos assados, com o tempero único da melhor mãe do mundo.
  •  Os cachorros do Rocio inteeeeirinho, vindos de tudo quanto é canto, ao nosso encontro.
    Meu senhor do Bom Jesus do céu!

— Ai Juuuu, pelo amor de Deus!, dizia minha mãe. Aicejinha³ por caridade, valente pavor que sente mainga! (Ju é como minha família me chama)

— É só não correr, mãe!

Faloooou, o coragem! Tava que, não passava agulha, o coração chegou até ficar parado.
Meu Deus amado! Parece que estou agora ouvindo os latidos famintos da matilha.

Siiiiiiimmm! Fomos escoltados, eu e minha amada Mãe, por todos os cachorros fofos, livres e esfomeados do bairro do Rocio, que, obviamente, foram muito bem recompensados pela ilustre escolta.

Sei que não devia, mas tenho medo de cachorros …
Será que devo levar essa picopeva³ para a análise?
Mãe, receba todo o meu amor, você é minha maior inspiração!

Beijo natalinos na bochecha de todo mundo!

¹ muita gente
² o mesmo que:  eu era fogo na roupa
³ coitadinha
³ fato

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Flávio Cunha
Flávio Cunha
Flávio Cunha é cabeleireiro como profissão, mas adora se entreter com o mundo das artes. Nas horas vagas gosta de escrever contos e causos bem humorados.

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