Capadócia é museu a céu aberto

Dandô sintoniza-se com cantadores e tece uma rede poética de afetos
8 de outubro de 2020
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Quem visita a Capadócia, localizada na longínqua região da Anatólia central, na Turquia, nunca mais a esquece. Um museu a céu aberto que traz nas rochas milenares histórias de outros mundos.

Uma região em que a natureza esculpiu durante milhões de anos uma das mais extraordinárias formações geológicas. Com o passar dos anos,  os povos que ali se instalaram cinzelaram esta terra vulcânica conforme suas necessidades. A rocha serviu de morada, local de trabalho e também de fé.

Desde a antiguidade, a Capadócia foi habitada por diversas populações que deixaram um número infinito de cidades antigas, que depois de descobertas contaram a história de diversas civilizações que passaram por ali. Foram encontradas inscrições Hititas e após queda deste império, a região foi dominada pelos  Frígios, Lídios e Macedônios. 

No período romano a região tornou-se área militar e durante o início do cristianismo as escavações dentro das formações rochosas contam o quanto foi importante o local para o desenvolvimento da religião cristã. Para se protegeram das grandes invasões vindas do Sul, os habitantes construíram seus mosteiros longe das grandes vias e no fundo dos vales

A partir do século VII, os persas vindo do Leste e os árabes do Sul arrasam a região. A população refugia-se nas cidades subterrâneas, escavando o tufo vulcânico que possibilita a oxigenação pelo labirinto de galerias. 

Visitar o local é se transportar a outro mundo, num passado remoto  em que as pessoas viviam coletivamente,  unidas por uma única crença: a palavra de Jesus. 

 

Göreme é a cidade que recebe os turistas. Possui um grande número de igrejas, refeitórios e salas de reuniões, todos escavados dentro das formações rochosas. O conjunto de escavações prova que no século XII existia ali um importante centro de vida monásticas.

Muitas igrejas apresentam afrescos com imagens do cristianismo e até hoje muitos sinais e temas são desconhecidos apesar das investigações. Como é caso do olho de Deus que se presume  esteja registradaoem alguns afrescos do século XII, num mosteiro rochoso. 

 

 

 

Nas paredes da Igreja de Santa Bárbara existem afrescos que os pesquisadores até hoje não conseguiram entender o seu significado. Os símbolos de cor vermelha (cruzes, triângulos, colunas, medalhões e animais indefiníveis) parecem ter sido traçados pelas primeiras pessoas que escavaram o tufo, como amuletos de proteção. São Jorge é muito popular na Capadócia e diversos afrescos o representam matando o dragão.

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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