Como visitar museus pós Covid 19

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Valkyrie de Marina Rinaldi- Joana Vasconcelos, 2014. Museu de Arte Contemporânea Lisboa

Como visitar um museu pós Covid 19 e ter a certeza que poderá percorrer todos os espaços com segurança.

Essa será uma preocupação constante das pessoas que têm o hábito de visitar museus e galerias. Assim como também daqueles que dirigem essas instituições  que estão procurando adaptar-se às circunstâncias e seguir as normas legais para evitar disseminação e contaminação pelo coronavírus. 

Pequenos detalhes que irão envolver mais higiene dos locais e objetos, uso de máscaras, controle no número de pessoas, farão parte da lista de cuidados. 

Um artigo no news.artnet já apresenta algumas dicas que foram organizadas por especialistas americanos que atuam museus de Nova York para dar mais segurança aos visitantes nestes espaços culturais.

Fundação Bienal de São Paulo. Parque Ibirapuera

“Museus de arte nos Estados Unidos estão descobrindo quando e como reabrir. Eles serão recebidos por um mundo mudado. Para retomar as operações com sucesso, eles precisam não apenas minimizar o risco de infecção pelo vírus COVID-19 para visitantes, voluntários e funcionários, mas também – de forma crítica – incutir confiança nas três partes.

Na ausência de uma política governamental coordenada ou de um padrão geralmente reconhecido e certificado que um museu possa demonstrar que cumpriu, os líderes dos museus estão procurando conselhos, assim como organizações de pares em todo o mundo, algumas das quais agora estão reabrindo.

Dito isto, cada museu precisa encontrar sua própria solução personalizada dentro de estruturas comuns e em seu próprio tempo. O que todos eles compartilham é a necessidade de trabalhar rapidamente com uma variedade desconcertantemente complexa de considerações operacionais e políticas.

Não existe uma abordagem única para todos. A localização de cada museu e sua configuração específica de edifícios e espaços físicos exigirão soluções de design diferentes. As implicações financeiras de vários cenários de abertura também são mais ou menos punitivas. Os regulamentos da cidade e do estado diferem, fazendo escolhas – como exigir ou solicitar que os visitantes usem uma máscara – um julgamento com ramificações práticas, legais e, lamentavelmente, até políticas.

Embora nosso objetivo tenha sido sintetizar as inúmeras considerações práticas que os museus devem enfrentar para reabrir, estamos igualmente conscientes de que reabrir não se trata apenas de um conjunto de atividades necessárias para receber de volta o público. Trata-se também de lidar com o pedágio psicológico que o COVID-19 cobrou dos funcionários do museu. Ferramentas de planejamento tático como essa são, por definição, focadas operacionalmente. Na sua forma mais simples: os museus e seus líderes precisarão criar condições acolhedoras para que sua equipe se sinta segura e apoiada para que essas instituições operem.”

 

Na fase dois, do pós pandemia, Roma começou a abrir seus museus, entre eles, o da cidade. Quase sem turista recebeu mais a visita de moradores locais, que estão redescobrindo seus tesouros artísticos. 

“Medição obrigatória de temperatura, carimbos para indicar a distância de segurança, dispensador de gel desinfetante e caminhos obrigatórios marcados com adesivos no chão. Até os museus de Roma fazem sua estréia na fase 2 da epidemia e vêem os primeiros turistas tímidos reaparecerem após mais de dois meses. ‘Nosso público terá que viver em todos esses limites e, de fato, temos recebido muito poucos visitantes hoje’, admite Cesare Pietroiusti, presidente da Palaexpo Special Company, ‘mas estamos prontos para reconquistar a cidade’. ‘Será um recomeço desde as origens dos museus, quando os clientes eram poucos e altamente motivados. Ultimamente, os turistas estavam um pouco distraídos, esta será uma oportunidade para criar um novo relacionamento com suas obras favoritas”, acrescenta Maria Vittoria Marini Clarelli Superintendente de Patrimônio Cultural Capitolino. por Camilla Romana Bruno

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *********************************************************************** Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.

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