Mãos. ‘Imagem vale mais que mil palavras’

Lo spettacolo dei colori dalle fiere in Brasile
7 de maio de 2018
Tecnologia salva obra de Monet danificada num incêndio
12 de maio de 2018
Exibir tudo

Mãos tão significativas na imagem que não me contive em fotografar. Sem olhar a quem pertence podemos exercitar nossa criatividade e divagar nas linhas de sua vida. 

Mãos femininas, sem vaidade. Apenas a aliança dourada para lembrar da promessa que fez, de viver com ele até que a morte os separe.Certamente não são mãos levianas e nem fúteis. Carregam nas veias que saltam em linhas sinuosas sob a pele, toda a força que usou talvez para plantar, lavar roupa, fazer comida, embalar crianças e acariciar. Será que teve tempo para ternura…

Esta imagem das mãos vale mais que mil palavras. Lembrei dessa frase porque é dita  no filme “Palavras e Imagens”, com Juliette Binoche e Clive Owen, ambos excelentes artistas e um ótimo filme. Uma pintora e um professor de literatura competem tentando provar o que vale mais, a imagem ou a palavra.

Apesar amar escrever e apostar na força das palavras. Apesar usá-las e abusá-las delas sempre, reconheço que a imagem é  forte e que provoca reações e emoções instantâneas na mente das pessoas.

 

A imagem foi a primeira forma de comunicação do homem das cavernas. A palavra foi o aprimoramento de sua psique. A palavra foi constituída a partir da imagem, embora ambas estão no mesmo nível de importância em nosso atual estágio de evolução.

Palavra e imagem me remetem ao nome site: PanHoram(arte)  Fiz o caminho inverso. Voltei ao que era a palavra panorama, de origem grega. Pan, o todo. Horam, visão. A ‘visão do todo’. Na transliteração se transformou em panorama.   

 “Propositalmente ao retornar às origens da palavra panorama (a visão do todo) destacamos a importância da etimologia e a unimos a arte, por ser também a visão do todo no sentido criativo”.

 

 

A foto foi feita há cinco anos de uma das passageiras, dentro de um micro-ônibus que me levava a Pipa, praia famosa perto de Natal, no Rio Grande do Norte. Era um transporte coletivo fora do circuito turístico e que transportava pessoas da comunidade. Portanto, aquelas que não frequentavam os hotéis da praia e talvez até trabalhassem para eles.

Aquelas senhora recostada no banco, vestida de forma simples, com sandália havaiana no pé, representa o nosso no Brasil excluído …. “que vai em frente sem nem ter com quem contar”, frase de Gente Humilde, música de Garoto, Chico e Vinícius. “Aí me dá uma tristeza no meu peito e com despeito de não ter como lutar. Eu que não creio, peço a Deus pela minha gente”,

‘É gente humilde que vontade de chorar’. –

 

 

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.