Artistas norte-americanos versus Trump

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 Trump bate recorde como inspirador de obras carregadas de humor ácido, irônicas e originais.

Nunca, em nenhum momento da história política dos EUA, um candidato à presidência recebeu tantas obras artísticas críticas que denunciam uma desfaçatez de comportamento, como Donald Trump, o empresário americano que concorre às eleições de 2016 pelo partido Republicano. Nem mesmo o velho Nixon que ganhou de Andy Warhol um retrato quase que diabólico.
nixon
A última delas foi disparada pela artista Debora Kass, com um trabalho de apropriação que zomba do retrato que Warhol fez de Nixon. Na obra do ícone Andy Warhol, Nixon pediu para votar em seu adversário, o senador Mc Govern e, agora, o Trump warholizado Kass pede votos para Hilary Clinton.  Uma obra que é um insulto, um blefe, que mostra o candidato histérico…
Satiriza

Outro trabalho que satiriza o personagem Trump é da dupla Rutt – David Gleeson e Mary Mihelic.  O duo artístico realizou no deserto californiano, a poucos metros da fronteira com o México, uma instalação artística, um pedaço de muro parodiando aquilo que o candidato à presidência gostaria de construir entre os dois países para frear o fluxo migratório. É um pequeno muro de cimento e tijolos decorado com o slogan pro-Trump e com vários objetos como flores e frutas, como símbolo do impacto que tal ideia poderia ter na economia americana.

trump-wallMas o mais paradoxal dessa história, é que os artistas, para permanecerem fiéis à promessa declarada pelo milionário, enviaram a conta da realização da obra (15 mil dólares) ao presidente do México Enrique Peña Nieto, indicando come endereço para pagamento a Torre Trump. O surreal nessa iniciativa é que a obra foi realizada num terreno privado com o pleno consentimento do proprietário, um rico empreendedor republicano, que entende que a obra irá beneficiar o local e trazer turistas e visitas à região. O empreendedor votará em Trump e declarou ser um tipo pragmático.

trump busO mesmo coletivo artístico, em fevereiro, começou a hostilizar Trump, que é conhecido pela sua campanha racista, sexista e agressiva nos confrontos com as minorias sociais, imitou o ônibus utilizado pelo candidato em sua campanha, reconstruindo um outro com as mesmas cores, mas ao invés do slong, ‘Faça a América Grande de Novo’, eles  modificaram sem a alterar a coloração e a gráfica original, simplesmente substituindo a palavra América por Ponche de Frutas. E ainda não contentes com o resultado, a dupla levou a obra aos comícios de Trump, permitindo que os fãs do candidato, que não sabiam da brincadeira tirassem fotos junto ao ônibus.

Viva a liberdade na arte!

 Fonte: Exibart

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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