Professor afirma que existe vida além da Terra

Il Brasile è un paese dei contrasti sociali
1 de março de 2016
Oscar marrom faz crítica ao racismo
4 de março de 2016
Exibir tudo

Para tornar o texto mais didático simulei uma entrevista:

“ Luiz Ernesto Wanke foi professor de Física e Matemática (hoje aposentado). Boa parte de sua vida trabalhou numa teoria (que diz ter provado) que pretende colocar o fundamento ‘VIDA’ como integrante dos chamados ‘constituintes fundamentais do Universo’ e com isto, renovar as esperanças que haja outras vidas no espaço sideral. O professor foi entrevistado em sua casa em Curitiba, onde hoje em dia se dedica a escrever. Perto dos 80 anos, diz ter pressa em divulgar suas ideias até agora engavetadas.

Explique melhor sua teoria

Não apreendemos na escola que o Universo é formado por matéria e energia, o enerma? Eles são intercambiáveis pela equação de Einsten (energia é igual a massa vezes o quadrado da velocidade da luz). O que modestamente pretendo é incluir aí mais uma variável, a ‘vida’. Teríamos então simbolicamente a matéria, a energia e a vida – o bioenerma – cada um desses fundamentos básicos ocupando um vértice de um triângulo dos ‘constituintes universais do Universo’. A diferença está no intercambio entre eles, já que para formar e desenvolver a vida há necessidade da cessão conjunta do enerma pelo meio. E quando um ser vivo morre, este devolve toda a matéria e energia que consumiu ao formar ‘vida’.

Então a vida é formada de matéria e energia?

Evidentemente. Neste sentido os vegetais são os seres vivos primários mais importantes. São os únicos que a partir da matéria (sais minerais e água) e da energia (luz solar) produzem o seu próprio alimento. Portanto, todos os animais ‘parasitam’ os vegetais. Por não sabermos produzir diretamente nossa comida, dependemos dos vegetais para a nossa sobrevivência. Definitivamente, sem os vegetais não haveria vida animal no Universo!

E os carnívoros

Invariavelmente, os herbívoros estão também na ponta da cadeia alimentar. Em outras palavras, por mais que animais se alimentem de outros animais, o último desta sucessão será sempre um herbívoro.

Não lhe parece que sua afirmação de que a vida necessite de matéria e energia, não acontece por causa da alimentação?

Estamos falando de coisas diferentes. Você se refere ao aumento e diminuição da massa corpórea que cresce ou diminuem com a metabolização dos alimentos consumidos. É sobre esta massa que se instala a ‘vida’. A ‘vida’ na qual me refiro é um fundamento indefinível, diferente e abstrato, inerente ao ser vivente. Nós a adquirimos ao nascer e a perdemos ao morrer.

Há alguma possibilidade algum dia sua teoria ser comprovada?

Sim, eu mesmo a comprovei em laboratório.

Como assim?

Em 1991, coloquei alguns grãos de feijão dentro de uma ampola transparente e selada, juntamente com água e nutrientes embebidos em algodão, para que, sob essas condições eles se desenvolvessem por certo tempo. Depois pedi a um professor universitário amigo – também colega de ensino médio – que pesasse (ou determinasse a massa) deste conjunto numa balança de precisão, na PUC de Curitiba, periodicamente, deixando-a nos intervalos sob a ação da luz solar para que as plantinhas de feijão se desenvolvessem. Isto foi feito alguns dias sempre acompanhando a germinação. Agindo desta forma constatamos surpreendentemente que a massa do sistema em vez de crescer, cada vez diminuía mais! Apesar de entrar constantemente a luz solar!

Deixa ver se entendi: a ampola com as plantinhas crescendo dentro cada vez pesava menos por que?

Só tem uma explicação: a ‘vida’ ao se formar rouba matéria e energia do sistema!

Não entendi: a massa total não deveria pesar mais, afinal a planta está se desenvolvendo?

É um pouco complicado: Na realidade a massa total cresce, mas a massa perdida em vida é maior e mascara este aumento inicial. Quer dizer, a massa medida é resultado da massa aumentada pelo desenvolvimento da planta, menos a massa que se transforma em vida. Nos momentos iniciais depois do nascimento da plantinha, esta última – a massa que se transforma em vida – é maior que a primeira.

Se a ‘vida’ pode ser medida, o que acontece na morte?

Hoje se sabe que quando uma pessoa morre, existe uma diferença de peso entre ela viva (antes de morrer) e ela morta (logo depois). Até se estabeleceu o peso médio de 21 gramas. Essa é a quantidade de massa que uma pessoa restitui ao meio pela quantidade de ‘vida’ perdida. Portanto, a ‘vida’ devolve toda a quantidade de matéria e energia que consumiu ao se formar.

Tem mais?

Ora, se isto é uma verdade podemos ampliar nossa ‘teoria’. A matéria tem como unidade, o átomo. E a energia, o quantum, não é? Podemos com muita honra nomear a unidade de ‘vida’ já que ninguém pensou nisto. Minha sugestão é que se chame ‘sopro’. Tá aí: o último pedacinho de ‘vida’ que ainda é ‘vida’, chama-se ‘sopro’ porque não existe aquela expressão popular: “só lhe resta um sopro de ‘vida’?”

No início você nos afirmou que sua ideia nos leva a uma conclusão da existência da vida além da nossa terra?

Sim, porque admitindo ser a ‘vida’ um constituinte universal, podemos pensar que neste Universo infinito deve haver outros lugares cujas condições sejam favoráveis a transformação do enerma em ‘vida’. Só não se pode afirmar que essas vidas serão idênticas às do nosso mundo.

 

Comentários Facebook

comentarios

Luiz Ernesto Wanke
Luiz Ernesto Wanke
Luiz Ernesto Wanke ( in memorian) foi professor e escritor. Autor de diversos livros, sobretudo de História. Destaca-se uma importante pesquisa feita junto com seu filho, Marcos Luiz Wanke, também professor, sobre a entrada de chineses na América, no século V d.C. relatada no livro Brasil Chinês. Gostou sempre de escrever contos e crônicas sobre fatos da vida e suas experiências, entre elas um achado científico sobre Física publicado nesse site sob o título - "Professor afirma que existe vida além da Terra".

Os comentários estão encerrados.