Para não esquecer Fukushima

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A  Sociedade Japonesa de Nova York organizou uma grande exibição de arte em memória aos atingidos pelo terremoto  e acidente nuclear de Fukushima, no Japão.
 
Já se passaram cinco anos desde o desastre natural na costa nordeste do Japão, que prejudicou a usina nuclear de Fukushima Dai-Ichi, causando o vazamento de água radioativa. O acidente provocou danos irreversíveis, com um saldo de 18 mil mortes e  400 mil pessoas sem casa.
 A instituição reagrupou obras de 17 artistas e fotógrafos, como por exemplo, a série “Cogumelos da floresta”, de Takashi Homma, que mostra os funghi tóxicos e disformes crescidos na região do desastre.
Naoya Hatakeyama
As fotografia de Naoya Hatakeyama que documentou a desolação da cidade de Tohoku, uma das mais atingidas pelo terremoto. A mostra apresenta uma instalação de Munemasa Takahashi, com o título “Perdidos e Achados”, um projeto que incluí cerca de mil fotografias de sua cidade Tohoku, hoje totalmente deserta. Sua obra é resultado do trabalho de um grupo de voluntários que recolheram, digitalizaram e entregaram as fotos aos seus respectivos proprietários, um trabalho de restituição de 750 mil imagens.
resize250x375_c591a9ecb17036d7ce7168efbead91f1_278b8dc0089b06e080d9debe6436f8381333x2000_quality99_o_1adh8at1v1pq6nokrl1ta197kgTambém não faltou na mostra o trabalho da artista de origem japonesa Yoko Ono que com o seu “Wish Tree”convida os visitantes a amarrar os desejos escritos sobre os galhos de uma árvore de maçã, que a artista diz que simboliza a esperança. Quando a mostra terminar, os desejos serão enterrados na base da Torre da Imagem da Paz de Ono, na Ilha Videy, Islândia.

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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