Falsário que virou artista

Mãos à obra brasileiro, vamos acabar com o Aedes aegypti
12 de fevereiro de 2016
China está com tudo, até na arte
17 de fevereiro de 2016
Exibir tudo

A história de Rizvan Rahman começa com vendas de obras de arte de artistas pós-guerra, é acusado de falsário, passa por uma prisão, onde pinta para ocupar a mente, e quando é libertado devido a um talento nato, vira artista e se dá bem devido a ajuda de um benfeitor que decide bancar sua arte.

 

Study_of_a_Hand-Rizvan-RahmanPor dois anos Rizvan Rahman ganhou a vida vendendo obras de contrafação de arte de artistas pós-guerra.

Em outubro de 2011 foi condenado a 18 meses de detenção, cumprindo pena na prisão de Ranby, em Nottinghamshire, na Inglaterra. No entanto, nenhuma prova demonstrou que fosse realmente ele o autor das falsificações.

Rizvan Rahman sempre negou a realização das cópias, mas os seus dotes de artista contribuíram para aumentar as dúvidas. Durante os meses que passou na cela, Rahaman teve a possibilidade de pintar e usar a arte para escapar das tensões e ocupar o tempo e a mente. Neste período de pintura forçada, realizou 22 grandes óleos, que está atualmente sendo exposto numa mostra exclusiva no distrito de Mayfair, em Londres.

Painting_of_a_Naked_Man-Rizvan-RahmanDepois de ter cumprido a pena e de ter reembolsado todas as pessoas por ele enganadas, Rizvan, abriu espaço para a sua carreira de artista, com a esperança que as suas obras seriam julgadas sem prejuízos. É estranho crer, uma vez em liberdade houve um crescente interesse por suas obras, ao ponto de um anônimo benfeitor decidir ajudá-lo economicamente para permitir que continuasse a pintar sem preocupações.

Publicado originalmente no Exibart

Comentários Facebook

comentarios

Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

Os comentários estão encerrados.