Filha de artista aponta com o dedo em riste para Damien Hirst

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O britânico Damien Hirst, polêmico e um dos artistas mais bem sucedidos comercialmente da geração contemporânea, parece não se preocupar com seus detratores. O fato de Mary Moore, filha de Henry Moore, escultor inglês do início do século XX, acusar Hirst de provocar um retrocesso na arte britânica, foi o suficiente para romper com o silêncio do jovem artista que é avesso à debates.

Hirst está mais preocupado em organizar o seu novo espaço ao Sul de Londres, que será dedicado à arte moderna e contemporânea e que abrirá ao público no  verão europeu de 2015, pelo menos é o que se presume depois de sucessivas prorrogações na data de abertura.

 

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A crítica ácida vinda da filha de Henry Moore, escultor inglês, desequilibraria qualquer cidadão comum, mas, pelo visto no caso de Hirst, o debate está em aberto.

Henry Moore

“Henry Moore foi um dos artistas britânicos mais importantes do século XX. Um escultor visionário que se tornou famoso por suas obras abstratas em bronze e mármore grande. O artista viveu e trabalhou em Londres durante a Segunda Guerra Mundial e, em seguida, mudou seu estúdio e sua casa para Perry Verde, em Hertfordshire, onde agora abriga a Fundação Henry Mooore. Em 1986 faleceu e deixou um legado revolucionário sobre o conceito de arte que tinha se estabelecido durante a era vitoriana. Por intermédio de suas obras rompeu com os rígidos cânones do final do século XIX.

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Mary Moore

Mary Moore, a filha do escultor, cresceu ao lado do pai e do círculo de amigos do artista, lança acusações contra Damien Hirst, líder dos jovens artistas britânicos. De acordo com a mulher, o artista excêntrico está provocando um retrocesso na arte britânica de um século.

Hirst, segundo ela, estaria destruindo o trabalho duro feito por Moore para derrubar os padrões clássicos do passado. “O retorno novamente de uma arte contextual e narrativa, como foi feito na época dos pré-rafaelitas”.

Mary Moore salienta que a arte do pai não resume em narrativa ou contexto, mas estritamente sobre a exploração do objeto que você está enfrentando “. A obra de Damien Hirst segunda filha de Moore não é, portanto, o resultado de um instinto criativo puro, mas sim um cálculo racional e, para ser plenamente compreendida, deve ser colocada numa moldura, com um rótulo inserido nela.

Em vez disso, a genialidade de Henry Moore  tinha uma abordagem visceral, que se rebelou às  imposições rígidas da arte vitoriana. O debate entre os detratores  continua em aberto, mas sem a de Hirst. É certo que o jovem artista britânico nunca para para discutir”. fonte Exibart.

Damien Hirst

Em setembro de 2008, enquanto a empresa financeira  Lehman Brothers anunciava sua falência, em Nova York, EUA, e iniciava uma das maiores crise econômica da história nos países do primeiro mundo-  em Londres, a obra O Bezerro de Ouro, do britânico Damien Hirst, era vendida por US$ 15 milhões, na casa de leilões Sothey`s. A peça expõe um animal morto e mantido sob formal adornado com as patas e chifres de ouro de 18 quilates.

Damien Hirst é uma artista plástico bastante criticado por alguns colegas e jornalistas. Alguns artistas não concordam com a sua metodologia de trabalho. David Hockney, por exemplo, que denuncia que o colega não produz pessoalmente muitas obras atribuídas a ele. Hirst emprega assistentes para produzirem as obras elaborada com pontos e segundo artigo publicado recentemente no New York Times, o artista criou apenas cinco das 1.400 telas de pontos existentes. Hockney, 74 anos, abriu um exposição no início do ano, na Academia Real de Londres, e declarou que colocaria um cartaz dizendo: “todas as obras aqui foram feitas pelo artista pessoalmente”.

“Texto publicado originalmente no site italiano Exibart“.

 
 

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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