Brasil inova e traz 12 cores de pele para sala de aula em giz de cera

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Publicação Original no B9.  A meninada resolveu um dilema básico nos desenhos que retratam o pai, mãe, amiguinhos, ídolos. Sempre foi difícil achar a cor da pele ou  um lápis de cor que identificasse com exatidão a tez das pessoas. Um fabricante brasileiro de giz de cera lançou uma caixa com 12 tons de  “cor da pele”.

Os branquinhos (as) que até agora se tornavam envergonhados demais pelo uso do lápis vermelho ou rosa, tem hoje uma opção melhor, os afrodescendentes especialmente foram beneficiados com os tons mais exatos. Os lápis foram produzidos em parceria com a UNIAFRO – Política de Promoção da Igualdade Racial na Escola.

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Muito antes de eu aprender o que significava a palavra ocre, eu conhecia aquele como o lápis “cor de pele”. O que pra mim não fazia o menor sentido. Tá, algumas pessoas que eu conhecia até tinham a pele daquele jeito, mas aquela não era a cor da minha pele.

Eu sempre fui branquinha, e representar a minha cor sempre foi complicado. O mais próximo que eu chegava da realidade era com o lápis salmão, e isso era quase que a minha cara de vergonha, não o meu real eu.

Se você já teve esse problema, ou conhece alguma criança que já lidou com isso, vai automaticamente entender a importância dessa caixa de giz da UniAfro. São 12 “cores de pele”, desde as mais claras até as mais diversas variações de cor de pele negra e mulata.

A ideia é parte de uma ação para escolas infantis, que distribuiu as caixas de giz para os professores do Rio Grande do Sul, em um curso sobre história e cultura africana, focado no corpo docente de escolas públicas.

A iniciativa foi tão bem recebida que agora a fabricante do giz de cera, a Koralle, colocou o item a venda na sua loja virtual. Cada caixinha com 12 cores de pele sai por 18 reais, e você pode comprarnesse link.

O bacana é que as crianças parecem ter curtido a ideia, e rapidamente perceberam que o novo kit de giz de cera melhorava a representação que eles queriam fazer”.

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Mari Weigert
Mari Weigert
Mari Weigert é jornalista com especialização em História da Arte pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná. Atuou na área de cultura, como jornalista oficial do Governo do Paraná. Durante um ano participou das aulas de Crítica de arte de Maria Letizia Proietti e Orieta Rossi, na Sapienza Università, em Roma como aluna ouvinte. Acredita que as palavras bem escritas educam e seduzem pelos seus significados que se revelam na poética da vida. *IN ITALIANO (Mari Weigert è giornalista e perfezionata in Storia dell' Arte per la Embap, del Brasile. Durante un anno è stato alunna di Critica d'Arte, alla Sapienza Università di Roma. Crede nelle parole ben scritte che seducono per le sue significate in cui rivelano la poetica della vita.)

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