Não adianta ter a cabeça cheia de ideias no universo digital. Tuas interações são estruturadas de forma superficial e dificilmente sai do seu quadrado.

Para quem não sabe, cada vez mais os algoritmos estão nos colocando dentro uma bolha. Infelizmente, nosso perfil principalmente nas redes sociais é estruturado a partir das interações aleatórias que fazemos.

Isso devido a enorme complexidade do universo digital e nada fácil para um simples mortal mensurar qual é o caminho certo para alcançar o maior número de seguidores, ser visto e ver com diversidade as informações. Se você colocar na busca do Google vai encontrar centenas de site tentando explicar o funcionamento dos algoritmos e como eles atuam para melhorar o desempenho do e-comerce.

Complexo devido a quantidade virtualmente infinita de dados que circulam de forma ininterrupta, o tempo todo, 24 horas por dia e sete dias por semana, armazenando anos luz de dados. O professor e escritor João Cézar de Castro Rocha, analisa o universo digital como um dos grandes responsáveis pelo avanço da extrema-direita. Essa forma voraz de composição de dados impede, segundo ele, uma assimilação propriamente crítica. “A lógica algorítmica é zero um, sim, não e A menos A. Posso incluir potencialmente um infinito de dados porque já possuo, de princípio, um modelo de exclusão que o torna a quantidade irrisória porque já tenho uma forma própria de lidar com essa vertigem de dados. A linguagem algorítmica”, afirma. 

 

 

 

Exatamente professor, com toda a razão. Basta apenas observar na rede de amigos do Facebook. Você pode ter mais de mil amigos, mas só aparecem nas notificações os post de gente que interagiu mais ou um pouco com você e na linha do tempo também a mesmo situação.. Um ou outro post é colocado na linha do tempo fora dos normais que sempre recebe, ainda com o agravante de que são anúncios pagos. Portanto, pouca coisa é espontânea que circula. Sem contar também os sites robôs.

Por experiência própria e muita confusão online, devido a posições políticas, deixei de interagir como fazia anteriormente e entro poucas vezes no FB. E aí, o que ocorre é que, que cada vez mais a rede restringe o número de post de pessoas diferentes e que fazem parte do meu círculo de amizades dentro do Facebook.

“De de modo que nós somos reduzidos, não a potência do que somos, mas a um perfil. O que o perfil do universo digital realiza é uma redução da potência do que somos às primeiras 100 ou 200 interações aleatórias que fizemos é que define o nosso perfil e passam a definir o tipo de informação que recebemos. O que é uma espécie de profecia auto-cumprida negativa porque cada vez mais nós nos afastamos da potência do ser, da vocação do ser mais. Como dizia Paulo Freire, nós nos reduzimos a um perfil. O perfil é apenas um fragmento muito pequeno de tudo aquilo que podemos ser. Essa é a própria dinâmica da criação de bolhas.” fonte: afirmou João José de Castro Rocha./Encontro EGC.

Portanto, é preciso ter consciência disso para tentar furar a bolha e expandir o nosso quadrado dentro da lógica algorítmica do universo digital. Por falar em expansão, quando pensamos em buscar o maior número de leitores para o site e uma melhor  monetização, o Google é cruel. Uma verdadeira ‘caixa preta’. A  pergunta é: como controlamos os cliques que fazem nos anúncios veiculados em nosso site. Ninguém sabe!
 
Mas o mais sério de tudo isso é que dentro desse jogo destaca-se muito mais, não a qualidade, mas a quantidade. Quando a quantidade é financiada com fins de militância política ainda pior. Esperamos que governos, cada vez mais, busquem mecanismos de defesa e de direitos para não deixar o usuário na web tão na mão das BigTech.
 
 

Enfim, nem tudo é perdido. Algorítmicos do universo online expressam a linguagem da computação gráfica e muitas coisas foram potencializadas na área de saúde, educação e muito mais….

Agora o momento é impor regras e formas de relacionamentos entre as grandes potencias do universo digital e o mundo real. 

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