Uma história com dono
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AMOR

*O amor é uma tempestade de lealdade, paixão e desejos divinos. Quando ela acaba sobra uma só coisa: resto e costume.

*O amor parece um imã, um lado repulsa e o outro atrai. Esse é um período dinâmico e contraditório.

*Quem confunde amor, afeto e paixão, quando encontra o amor verdadeiro não saberá o que fazer com ele.

*Ele é um amante apaixonado e enquanto um pé vai em direção a fuga o outro só quer se aproximar.

*O amor é mendigar no portão do paraíso para ir até o inferno.

*A lealdade, costume e a obsessão são cegos. O amor contém todos essas sentimentos.

*O medo dos amantes não é perder um ao outro, mas perder a si próprio nesse encontro.

*O amor às vezes é uma negação, mas na realidade ele é a negação da negação.

 

NADA

*Há um abismo intransponível entre o nada e o tudo.

*Tudo é nada. Nada não é tudo.

*Nada esta dentro da existência.

 

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MORTE E VIDA

*A diferença entre o passado e o futuro é tão grande como aquilo que está vivo e o que está morto. Temos que prestar atenção no futuro, não no passado.

*Há uma coisa acima da morte, da vida e  do tempo e ela ainda não nasceu.

*Postergar traz em si um paradoxo, nossas vidas  parecem ampulhetas porque nós tentamos fugir da morte e nos escondemos para postergá-la atrás do tempo. Mas a areia sempre vai caindo, como nossas vidas, e finalmente, chegamos à morte enquanto fugimos do tempo.

 

PARAÍSO, INFERNO

*Quem acha haver só sofrimento no inferno irá ficar chocado com o tamanho do sofrimento no paraíso. É possível agüentar o sofrimento do inferno, mas ninguém suporta carregar os sofrimentos do paraíso.

*O maior desejo de uma pessoa que esta no paraíso é imediatamente se salvar desse inferno.

 

O TEMPO

*Existe algo não caminhando para sua própria morte: o tempo.

*O algo inexistente poderá existir, então, o inexistente existe. O existente não existe porque irá para a  inexistência.

*A única coisa existente e ao mesmo tempo inexistente  é o tempo. O tempo existe ou inexistente, ele faz isso sem sentido.

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AS PESSOAS

*Quem procura de verdade, sabendo que não irá encontrar, esta no caminho de saber o enigma da vida.

*Quem repete aquilo conhecido para todos desejando ser aprovado, nunca irá atingir o segredo mágico do desconhecido.

*As pessoas muitas vezes fazem coisas desprezíveis, por exemplo,falar o que todos já sabem buscando ganhar alguma valorização através disso.

*Quem olha da janela do negativismo, com seus conceitos agressivos, sentem-se contentes em transmitir sua infelicidade para o interior dos outros. Um dia irão se afogar em águas rasas de suas próprias tristezas.

*As cidades parecem as mulheres, são obstinadas e não se modificam facilmente.

*Quem compartilha sua realidade com os demais deseja escutar deles a sua própria realidade inconfessável.

*Quem pode escutar os sussurros das folhas, possui capacidade de escutar sua voz interior também.

*Quem pode permanecer na sua casca como fazem as tartarugas pensa que o centro do mundo tem o tamanho da sua casca. E se tira sua cabeça para fora pensa que a qualquer momento ela será guilhotinada.

*Quando você bate no mármore com um martelo pode tornar-se uma estátua ou quebrar-se como pó.  Se quebrar  este não será mais mármore e nem estátua. Os relacionamentos entre as pessoas parecem esse exemplo. Você pode ajudar uma pessoa a encontrar com ela própria ou você quebrará a sua personalidade.

*O importante não é a ação mas sim saber como fazê-la.

*A pessoa incapaz de controlar seus sentimentos e conceitos parece um novato cavaleiro que acabou de cair e ser arrastado por um cavalo selvagem. Essa pessoa estará longe de encaminhar sua própria vida.

 

Erol Anar

“O Amor Já Acabou” foi publicado em Turco

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Erol Anar
Erol Anar
Erol Anar nasceu em Havza na Turquia, estudou em cursos de Antropologia (durante dois anos), História da Arte (durante dois anos) e pintura (durante um ano) nas universidades de Istambul, Ancara e Samsun. Foi membro da Associação dos Escritores Turcos, trabalhou no Centro de Arte Contemporânea de Ancara onde foi orientador de leitura da obra de Dostoiévski e da literatura universal durante 10 anos. Ganhou prêmios. Escreveu em diversos jornais, vários artigos foram sobre arte, direitos humanos, literatura e a vida cotidiana. Ainda teve entrevistas veiculadas em jornais de diversos países e tem 15 livros publicados no idioma turco.2 Deles foram traduzidos para português.

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