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Falamos sobre isso um dia, que o mar das pessoas lhes pareciam oceano, mas eram mar.

Eu concordo – quem esta viajando pelo seu interior esta descobrindo seus oceanos internos, com o barco da vida e cujas velas estão cheias ao vento. Quem não tem curiosidade para fazer essa viagem vive com um charco dentro de si mesmo.

Na verdade, nós não sabemos que temos um infinito oceano dentro de nós, certamente, na maior parte do tempo não o conhecemos. Nos contentamos com o charco, fazemos barcos de papéis e jogamos nesse mesmo charco! Quando os papéis de barco absorvem a água e se afundam, novamente fazemos mais barcos do mesmo material.

Nossas vidas são também como os barcos de papel, são vidas de papéis que consumimos dessa maneira.

Na verdade, sabemos que há um  navio nos esperando, sem paciência, no porto.  Esse navio vai nos levar para longe da lama, vai navegar rumo ao nosso oceano – mas ficamos com medo, não queremos correr risco, pensamos que não valerá a pena pegar esse navio.

Na vida não temos muita oportunidade para nos encontrar, mas não é suficiente descobrir um precipício também. Existem muitos precipícios entre cada um e seu eu mais precioso. Seus pés irão sangrar, o corpo vai se enlamear e se machucar nesses precipícios, mas valerá a pena porque quando você superar o precipício você sentirá a emoção única e mágica de poder ser você mesmo.

 

Depois que conversamos sobre as complicações do ser humano, você disse: _ “O ser humano tem um metabolismo complicado. Se eu fosse realmente humano e quisesse entender a vida com meu coração e meu corpo, poderia me comunicar com as pessoas ao meu lado e respirar profundamente, então, a vida seria carregada pelos meus ombros. A vida me daria problemas e eu ficaria com eles encontrando soluções”.

Você tem razão, talvez, mas a vida não nos dá apenas problemas, ela nos dá soluções eternas. Nós temos que entender os problemas primeiramente, sem pensar na solução, o mais importante é entender o problema do que solucioná-lo. Falamos que para cada um, seu mar parece um oceano, isso é verdade, cada pessoa fica com seus problemas e vive sua vida a seu modo, porém muito poucas pessoas embarcam no seu navio para o oceano maior das possibilidades que estão dentro deles como recursos.

Sim, nossos navios estão ainda nos esperando, mas eles não vão esperar eternamente.

 

Com amor,

 

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Erol Anar
Erol Anar
Erol Anar nasceu em Havza na Turquia, estudou em cursos de Antropologia (durante dois anos), História da Arte (durante dois anos) e pintura (durante um ano) nas universidades de Istambul, Ancara e Samsun. Foi membro da Associação dos Escritores Turcos, trabalhou no Centro de Arte Contemporânea de Ancara onde foi orientador de leitura da obra de Dostoiévski e da literatura universal durante 10 anos. Ganhou prêmios. Escreveu em diversos jornais, vários artigos foram sobre arte, direitos humanos, literatura e a vida cotidiana. Ainda teve entrevistas veiculadas em jornais de diversos países e tem 15 livros publicados no idioma turco.2 Deles foram traduzidos para português.

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